Que uma prefeitura municipal não tome nenhuma atitude ao ver livros espalhados pelo chão numa biblioteca sem prateleiras, é até compreensível.
Compreensível, porque a administração pública hoje não tem interesse mais em colocar pessoal competente que fiscalize cada qual os setores que comanda.
Compreensível, porque os alcaides de hoje não se importam com a capacidade de seus subalternos-cabos eleitorais-secretários municipais.
O que não se compreende é que a direção de uma escola presencie diariamente o infortúnio da memória de um país jogada assim às intempéries do tempo e das traças, sem nenhum esforço para obrigar a que a prefeitura cumpra seu papel junto à educação do povo do lugar onde ela se insere.
Diretor de escola que não procura resolver a contento uma simples deficiência de sua escola, com certeza não valoriza nem a educação, nem os mestres, nem os alunos e não pode, de jeito algum, ser taxado de cidadão.
Temos que pensar no futuro, gente.
E o futuro se faz primeiramente com livros que depois formarão os homens que vão poder trabalhar auxiliados pela tecnologia.
Os livros da foto extraída do jornal "O Expresso" de Capão Bonito, bem como a notícia, dizem respeito à Biblioteca Municipal "Professor Mário Gemignani", de Capão Bonito.
O cúmulo!
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