Somos como esta flor:
quando viceja é cortejada,
cheira forte,
brilha e alegra
todo o ambiente.
Descartada ao esmorecer,
torna-se lânguida,
embranquecida,
desprende-se das pétalas,
perde o ar gracioso
e acaba sendo jogada
de um canto qualquer
para o cesto de lixo
que vai dar num aterro sem graça.
É a lei da vida.
Não há nada a fazer,
porque há um tempo de validade
para tudo e para todos na natureza.
Nem a flor e nem nós
temos permissão
para sermos eternos.
Uma pena!
Luiza Válio
Nenhum comentário:
Postar um comentário