Em júri popular nesta terça-feira (17), José Carlos Gonçalves de Oliveira foi condenado a 22 anos e três meses de prisão em regime inicialmente fechado por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, sem chance de defesa para a vítima e feminicídio, ocultação de cadáver e porte ilegal de arma de fogo.
Os jurados entenderam que ele matou a ex-companheira Vanderléia Aparecida Birnfeld em maio de 2016.
O julgamento ocorreu em Caçador, no Oeste, e terminou na tarde desta terça.
O G1 não conseguiu contato com a defesa do réu.
Na época do crime, Oliveira tinha 59 anos e a vítima, 42. Vanderléia era professora da rede pública.
O réu foi preso em Brasília, onde morava, em 25 de maio e o crime ocorreu nove dias antes.
Denúncia
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Oliveira saiu de Brasília para Caçador cerca de dois dias antes do crime. Antes de chegar à cidade catarinense, ele foi a São Paulo, onde comprou ilegalmente um revólver e munição.
Chegando a Caçador, ele alugou um carro Ka e se hospedou em um hotel. Em seguida, começou a procurar a vítima pedindo para que se encontrasse com ele.
Por volta das 17h15 de 16 de maio, acabou o expediente de Vanderléia na escola e foi marcado que os dois se encontrassem no estacionamento de um mercado.
No local, já dentro do carro de Oliveira, ele começou a agredir a vítima com sufocamento.
Depois, decidiu fugir da cidade em direção ao Paraná levando Vanderléia junto.
No caminho, já à noite, ele deu 26 facadas na mulher e depois atirou quatro vezes contra ela.
Ele deixou o corpo no interior do município de Calmon, cidade vizinha a Caçador.
Depois, dirigiu até Brasília com o carro alugado. Ele deixou o veículo no estacionamento do aeroporto da capital federal, onde o automóvel foi apreendido pela polícia.
No dia 19 de maio, ele saiu de Brasília e foi de avião a Maceió. Depois, foi para Natal de ônibus. Em seguida, de avião para Porto Alegre e, por fim, pegou outro voo para Brasília, onde foi preso em casa.
O corpo da vítima foi encontrado em 25 de maio.
G1.

Nenhum comentário:
Postar um comentário