Item do acervo da instituição mais presente no imaginário popular brasileiro e um dos bens musealizados mais representativos de nossa história política recente, o paletó do pijama que o ex-presidente Getúlio Vargas trajava na noite em que cometeu suicídio, em 24 de agosto de 1954.
A peça de seda, caracterizada pelo monograma GV bordado no bolso, guarda manchas de sangue e pólvora.
Para garantir sua conservação, o paletó do pijama passa dois terços do ano acondicionado em local com microclima controlado e na posição horizontal, o que evita o tensionamento e esgarçamento de suas fibras, além de protegê-lo dos efeitos da luz – maior causador de danos a acervos têxteis.
Durante este período, a peça é substituída por imagem em alta resolução.
Quando exposta, a peça fica disponível para visitação pública no antigo quarto de Vargas, onde parte da mobília continua disposta da forma como estava em sua última noite de vida. Também são exibidos no quarto o revólver Colt 32 de propriedade do ex-presidente, que o teria comprado para o suicídio, e a bala que o matou.
O paletó do pijama que o ex-presidente Getúlio Vargas vestia no momento de seu suicídio foi restaurado pelo Museu da República em 2009, quando passou por higienização e foi costurado para melhor conservação e exibição – tendo em vista que a peça foi originalmente rasgada para sua retirada do corpo do ex-presidente.
O restauro foi realizado por especialista através de licitação e exigiu três meses de trabalho.
Fonte: Ibram

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