quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

TENHA O MELHOR NATAL DE TODOS OS TEMPOS, RENATA ARCHILLA!

Pai acusado de mandar matar a filha no 'crime do Papai Noel' é preso no interior de SP. 
Renato Archilla tinha sido condenado por dez anos por crime ocorrido em 2001. 
Por Walace Lara, TV Globo

Renato Archilla no dia do júri em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo.
Condenado a 14 anos de prisão, o empresário Renato Grembecky Archilla foi preso nesta quarta-feira (12) em Votorantim, no interior de São Paulo.
Archilla foi condenado por mandar matar a filha, Renata Archilla, em 2001 no caso que ficou conhecido à época como “crime do papai noel”. 
O atirador contratado se vestiu de “papai noel” para abordar a vítima. Ela sobreviveu ao atentado.
O mandado de prisão foi decretado nesta terça-feira (11) pela juíza Alessandra Teixeira Miguel, da 1ª Vara do Júri do Foro Central Criminal, depois de terem sido esgotadas as apelações do condenado na Justiça.
A prisão foi feita na madrugada desta quarta-feira (12) em Votorantim pela divisão de vigilância e capturas do Decade (Delegacia de Capturas e Delegacias especiais) da Polícia Civil de São Paulo. 
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Archilla deve ser transferido nesta terça para capital paulista. Ele vai ser levado ao prédio do Decade, no Centro de São Paulo.
O empresário pegou 10 anos, 10 meses e 20 dias de prisão em fevereiro na primeira instância por arquitetar o homicídio.
O avô da vítima, Nicolau Archilla Galan, foi acusado pelo mesmo crime, mas morreu um ano antes do júri.
A defesa do empresário recorreu pedindo a anulação do julgamento, o que foi negado pelos desembargadores da 4ª Câmara do TJ.
Na época do crime, a mulher lutava na Justiça para ser reconhecida como filha do empresário e ter os direitos garantidos. 
Segundo a acusação, Renato e o pai dele, Nicolau Archilla Galan, contrataram o policial militar José Benedito da Silva para executá-la.

Roupa usada por PM no famoso crime do papai noel — Foto: Reprodução/TV Globo.
O policial colocou a roupa de papai noel e abordou Renata em um semáforo de trânsito no Morumbi, na Zona Sul da capital. Ela foi atingida três vezes, mas sobreviveu.
O PM foi reconhecido e, em 2006, condenado a 13 anos e 4 meses de prisão. Além disso, acabou expulso da corporação.
Após o júri do pai, Renata disse que a sentença "tirou um peso" de suas costas. 
"O que vai ficar marcado é que o mandante do crime foi condenado”, afirmou. 
”É difícil saber que seu pai e sua mãe namoraram dois anos, decidiram ter um filho e com 22 anos meu pai me manda me matar."

Renata Archilla diz que foi vítima de uma tentativa de execução encomandada pelo pai e pelo avô — Foto: TV Globo/Reprodução.

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