Durante todo o final de semana o projeto Memórias Vivas Bragantinas ocupou a cidade com intervenções dos artistas Gustavo Godoy, Diogo Granato de Lilian Amaral. A ideia era provocar o questionamento sobre o que é patrimônio e fazer a população refletir a respeito.
Na sábado pela manhã, Gustavo Godoy esteve na Praça Central com uma banquinha trocando memórias por camisetas.
A condição para ganhar o brinde era ser bragantino, ou morar em Bragança, e contar uma história, memória sobre sua vida ou a cidade.
Para Gustavo, a grande intervenção será, num dia qualquer em Bragança, encontrar pessoas andando pela cidade usando a camiseta ‘Eu sou patrimônio cultural de Bragança Paulista’. “De fato as pessoas (bragantinas) também são tão patrimônios de Bragança quanto os imóveis e tradição”.
Lilian Amaral espalhou pela cidade adesivos com as frases “Patrimônios somos nós” e “o que é patrimônio para você”.
A intenção de Lilian foi mobilizar e engajar as pessoas tornando-as agentes da memória presente.
“Todos vão ficando indiferentes, vão perdendo a ligação com a identidade da cidade e tudo vai se tornando igual, vão virando cidades genéricas. Precisamos ativar os lugares, criar uma resistência, dessacralizar o que é arte, trazer a produção de conhecimento para perto das pessoas, instiga-las a olhar o cotidiano”.
Diogo Granato apresentou performances de dança-teatro e parkour pela cidade. a ser definido. A ideia de não divulgar o horário e o local específico era a de para surpreender os bragantinos com algo realmente inesperado. Diogo improvisou diante do que encontrou e performances durante os trajetos, na rua, mas tudo sem programação, conforme os espaços e situações que foi encontrando.
Postado por Edith Cultura
Marcadores: Memórias Vivas Bragantinas
2 de setembro de 2013
Por Shel Almeida
O Festival de Artes Cênicas “Entrando em cena Apresenta” terminou em uma grande festa de ritmo e cores, que percorreu o Lago do Taboão e tomou a Praça Nove de Julho, em nome da celebração da cultura popular.
O Cortejo de Maracatu comandado pelos grupos bragantinos Malungos do Baque e Baque Lua Cris contou a participação especial dos paulistanos do Arrastão do Beco e dos jovens do Entrando em Cena.
Foto de Laura Aidar
Quem passou pelo local se maravilhou e seguiu acompanhando os grupos. Na Praça 9 de Julho, o grupo de teatro Bragança (En) Cena –Nas Ruas esperava com parte da performance-intervenção “Lia encontra Jackson e juntos constroem uma canoa”, que também contou com a participação de jovens do Entrando em Cena.
Foto de Laura Aidar
No sábado, quem maravilhou os bragantinos foi a Cia. Mugunzá de Teatro, que apresentou na Casa de Cultura o comovente espetáculo “Luis Antonio – Gabriela”. Com cenas fortes, e de grande apelo dramático ninguém que esteve presente saiu dali sem se comover e até mesmo se incomodar com a história de Luis Antonio, que se tornou a travesti Gabriela, contada pela ótica do irmão, Nelson, em tom de desculpas.
Foto de Laura Aidar
Na sexta quem se apresentou foi o grupo de Teatro Dalladeira, com a peça Circo Rataplan, encerrando a Mostra Cena Bragantina com muito entusiasmo. O Festival de Artes Cênicas “Entrando em Cena Apresenta” chega ao fim com a sensação de missão cumprida, de democratizar o acesso cultura e de difundir a arte transformadora. E que venha o próximo ato!
Foto de Laura Aidar
Postado por Edith Cultura






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