sábado, 11 de agosto de 2012

POVO MIÚDO NÃO METE MEDO A NINGUÉM.

Quase todos os que ontem foram exilados pelo movimento de 31 de março de 1.964 por serem considerados extremistas de esquerda, hoje sentem-se melhor longe, bem longe das reivindicações do povo miúdo, daqueles que representam a pobreza, os que correm atrás dos direitos a que tem direito, conforme prescrevem os preceitos constitucionais de sempre.
Esses extremistas não serviram para renovar nada, aliás, até podem ser considerados, à luz da história, os principais responsáveis pela elaboração de toda essa safadeza que aí está. Com suas bajulações, de um lado, e com as acomodações de outro, ajudaram a acontecer, porque, uma vez adultos e formados, tomaram consciência da impossibilidade de mudar-se a situação da Humanidade.
Aprenderam que em toda sociedade, hoje mais que ontem, não pode haver uma só classe; é necessário competir.
Aprenderam que se continuassem nessa luta mesquinha, fatalmente sucumbiriam, seriam igualados à raia miúda, comeriam pão amassado pelo demônio com água de esgoto.    
E naquela enganação que beirava orgia, esses "poetas" e "intelectuais" perderam até a  vergonha na cara.
No Brasil, não há mais grandes patriotas que respeitem o seu próximo e, acima de tudo, que amem o seu país.

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