quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

O QUE SURPREENDE NESTA NOTÍCIA


A morte de um jovem desaparecido desde o dia 17 de novembro de 2014, foi esclarecida por policiais da Delegacia de Investigações Gerais. O corpo do motoboy Wellington Aparecido de Jesus, 28 anos, foi encontrado em estado avançado de decomposição, no Bairro Ana Paula Eleutério, no dia 21 do mesmo mês. 
A polícia ficou sabendo que os acusados do latrocínio (roubo seguido de morte) são Bruno Berloto, 22 anos, que está foragido, e um adolescente de 15 anos, já apreendido. De acordo com o delegado José Humberto Urban filho, um dos familiares da vítima procurou a Delegacia do Plantão Norte, informando o desaparecimento do jovem, que morava no Jardim Novo Horizonte. 
Conforme o boletim de ocorrência, Wellington estava deitado em casa e saiu à tarde para trabalhar, não retornando mais. Conforme os parentes, ele tinha o costume de sair de casa, mas retornava sempre no prazo máximo de dois dias, tanto que seu desaparecimento foi interpretado com estranheza. 
No dia 20 de novembro, por volta das 16h40, a Polícia Militar foi acionada por populares que viram um cadáver do sexo masculino, jogado num matagal, localizado no final da Rua Doze, no Bairro Ana Paula Eleutério. A perícia técnica foi chamada e constatou que o corpo estava sem as roupas, em estado de putrefação e sem lesões aparentes. 

Também não havia nenhum documento que comprovasse sua identidade. O fato foi registrado no plantão norte como morte suspeita. Já no dia seguinte, por volta das 15 horas, outro familiar da vítima compareceu novamente à delegacia relatando que, no dia 16 de novembro, Wellington passou o domingo numa chácara, no Horto Florestal, com amigos e uma moça. 
Ele retornou para casa na segunda-feira à tarde, quando dois colegas dele apareceram, alegando que queriam o capacete de sua moto emprestado. No final daquela tarde, após receber uma ligação, Wellington saiu com sua Honda CG Titan e não retornou mais. 
Suspeitando de que o corpo encontrado no Bairro Ana Paula Eleutério fosse de Wellington, a polícia solicitou análise da perícia técnica, que confrontou as impressões digitais e comprovou que o cadáver tratava-se do rapaz desaparecido.
Segundo apurado, Wellington Aparecido de Jesus era usuário de drogas e frequentemente era procurado por pessoas que cobravam as dívidas dos entorpecentes. As novas informações fizeram com que os investigadores da DIG iniciassem as diligências. Uma testemunha foi ouvida e declarou que Wellington tinha sido vítima de latrocínio, pois seu corpo tinha sido encontrado sem a moto, que ele conduzia. 
O veículo tinha sido oferecido a Bruno Berloto, mais conhecido como “Bem Louco”, que já tinha antecedentes criminais e era morador do Ana Paula Eleutério. Ainda, conforme a testemunha, Bruno roubou a moto e em seguida matou Wellington, com a ajuda do adolescente E.G.O.A., que também é morador do mesmo bairro. 
Para não ser descobertos por facções criminosas, que não autorizaram o assassinato, os dois mudaram a cena do crime e simularam que o rapaz teria sido morto por ser um estuprador (fato inverídico). Para tanto, eles deixaram o cadáver sem roupas e ao lado um pedaço de pau.
Como Wellington não tinha lesões aparentes, a polícia acredita que ele tenha sido morto com golpes de pau ou por asfixia. Segundo o delegado Urban Filho, somente exames complementares confirmarão essas hipóteses. 
“O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, o que fica difícil sabermos a maneira exata com que ele foi assassinado. Acreditamos que tenha sido morto por asfixia ou a pauladas, por não apresentar sinais aparentes.” Atualmente, o menor infrator está recolhido à Fundação Casa. 
Quando ouvido, ele confirmou a participação no crime e contou que o corpo de Wellington foi arrastado até o local, onde foi abandonado e “zoado”, para que a morte realmente parecesse com a execução de um estuprador. A moto, documentos e celular da vítima ainda não foram localizados. Existe mandado de prisão temporária para prender Bruno Berloto, mas ele ainda não foi localizado. 
Ele deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) no dia 10 de setembro deste ano, onde cumpria pena por tráfico de droga. A polícia pede que quem tiver alguma informação sobre os fatos ligue 181 Disque-Denúncia, 197 da Polícia Civil ou 3224.1595 da DIG. 
Reproduzida do Site Diário de Sorocaba.

Nenhum comentário: