sexta-feira, 1 de março de 2019

MILÍCIA BOLSONARISTA DESTILA ÓDIO E CANALHICE NAS REDES SOCIAIS

Morte de neto do ex-presidente Lula leva milícia bolsonarista a destilar ódio e canalhice nas redes sociais.
Redação Ucho.Info/0
1 de março de 2019.


Arthur Araújo Lula da Silva, neto do ex-presidente Lula, morreu nesta sexta-feira (1), aos 7 anos, vítima de meningite meningocócica, doença altamente contagiosa causada por bactéria (Neisseria meningitidis ou meningococo) que se aloja entre as meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal).
Filho de Marlene Araújo Lula da Silva e Sandro Luís Lula da Silva, o pequeno Arthur foi internado às 7 horas desta sexta-feira no Hospital Bartira, em Santo André, no Grande ABC, mas não resistiu. 
Sua morte foi conformada às 12h11.
A defesa do petista encaminhou à juíza Carolina Lebbos Moura, da Vara de Execuções Penais de Curitiba, pedido para que o ex-presidente possa acompanhar o velório do neto. 
É importante ressaltar que Lebbos negou pedido para que Lula participasse, em janeiro, do velório do irmão Vavá, que morreu vítima de câncer, mas o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, reverteu a decisão, mas estabeleceu condições.
O pedido apresentado pelos advogados do ex-metalúrgico à Justiça está embasado no artigo 120 da Lei de Execução Penal (LEP):

Art. 120 – “Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer um dos seguintes fatos:
I – falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão;
II – necessidade de tratamento médico (parágrafo único do artigo 14).
Parágrafo único. A permissão de saída será concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso.”

Se no Brasil a Constituição Federal fosse respeitada em sua inteireza, sem rapapés interpretativos por parte de alguns magistrados que aderiram ao ativismo político, Lula, que deve responder pelos crimes que cometeu, poderia recorrer em liberdade das condenações impostas pela Justiça. 
Afinal, a Carta Magna não deixa uma nesga de dúvida ao discorrer sobre a presunção de inocência.

CF, artigo 5º, inciso LVII – “Ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

Isso posto, Lula não precisaria pedir à Justiça autorização para acompanhar o velório do neto, caso a Justiça tivesse coragem suficiente para, enfrentando os desvarios da opinião pública, cumprir o que determina a Constituição em suas cláusulas pétreas

Canalhice cibernética
Muito além da tristeza que marca a morte de uma criança, a de Arthur revela a devastadora intolerância que está a varrer o País, levando o Brasil a um cenário perigoso e que ameaça seriamente a democracia, não sem antes colocar em xeque os valores humanos.
Nas redes sociais sobraram comentários maldosos sobre a morte do neto do ex-presidente, como se Arthur fosse culpado pelos atos do avô. 
Entre mensagens comemorando a perda e “emoticons” de risadas, tudo teve lugar nos comentários das postagens dos veículos de comunicação que noticiaram a morte de Arthur Araújo Lula da Silva.
“Quem quer saber da morte do neto do Lula?”, escreveu um internauta. 
“O vovozinho não vai poder ir [ao velório], não. Faz uma oração da sua cela”, escreveu outra internauta. 
“Pensei que fosse de vergonha pelo avô ladrão que tem”, comentou alguém que certamente acredita ser humano.
Desumanidade é inaceitável de qualquer forma e em qualquer nível, mas quando mescla-se com questões políticas passa a ser canalhice. 
Esse comportamento animalesco é reflexo do discurso de ódio do então candidato Jair Bolsonaro, que durante a corrida presidencial mereceu inúmeras críticas do editor do UCHO.INFO, que alertou para o perigo das consequências daquele destempero de campanha com o objetivo de cabalar votos.
A grande preocupação reside no fato de que Bolsonaro, um ignaro confesso e irrecuperável, continua em campanha, mesmo após tomado posse como presidente, e insiste em manter o discurso de ódio. 
Ou seja, Jair Bolsonaro é uma ameaça constante à democracia.
De igual modo e ao mesmo tempo, Bolsonaro representa uma ameaça a todos aqueles que têm opiniões divergentes, que não mais sentem-se seguros, uma vez que o exército de devotos truculentos é capaz de tudo para defender a honra (sic) de um apasquinado que acredita ser o último gênio da raça.

Nosso pesar
À parte as divergências políticas e as duras e responsáveis críticas que fizemos ao PT e a Lula durante longos anos, o UCHO.INFO externa profundo sentimento pelo passamento do pequeno Arthur, assim como apresenta à família do ex-presidente nossas condolências, certo de que cada um, ao seu modo, encontrará força para enfrentar tão grade desafio.

LISSANDRA REIS CECCON, UMA SENHORA JUÍZA!

Resultado de imagem para Lissandra Reis Ceccon
Réu não possui estereótipo padrão de bandido, possui pele, olhos e cabelos claros”, diz juíza de SP. 
Frase consta em sentença da juíza Lissandra Reis Ceccon, ao condenar homem a 30 anos de reclusão por latrocínio.
“Vale anotar que o réu não possui o estereótipo padrão de bandido, possui pele, olhos e cabelos claros, não estando sujeito a ser facilmente confundido.” 
A frase, por incrível que pareça, consta em sentença proferida pela juíza de Direito Lissandra Reis Ceccon, de Campinas/SP, ao condenar homem a 30 anos de reclusão por latrocínio.
Na sentença, de julho de 2016, a magistrada menciona o tal estereótipo ao observar que o réu foi firmemente reconhecido pela vítima e testemunha:

“A vítima sobrevivente mencionou que realizou o reconhecimento do réu entre outras fotos, entrando o delegado no Facebook do réu, voltou a reconhece-lo na delegacia e posteriormente em juízo. 
Em juízo, diga-se o réu foi colocado entre outras pessoas e vítima e a testemunha Maristela em nenhum momento apresentaram qualquer hesitação no reconhecimento. Ao contrário, a testemunha M. apresenta um depoimento forte e contundente, dizendo que antes do réu sair da caminhonete a atirar contra seu pai e seu filho, olhou nos olhos dele, não se podendo duvidar que esta filha/mãe jamais o esquecerá.”

Mais adiante, a julgadora assentou que "não se pode desmerecer os depoimentos dos policiais militares" e que "eventuais e pequenas contradições quanto a fatos secundários nos relatos policiais são irrelevantes e normais". "O que importa para a higidez da prova é a coesão das versões em seu conteúdo principal."

Questionada acerca da decisão, a assessoria do TJ/SP enviou a seguinte nota ao Migalhas:

“Trata-se de uma ação judicial na qual há a decisão de uma magistrada. Não cabe ao Tribunal de Justiça de São Paulo se posicionar em relação aos fundamentos utilizados na decisão, quaisquer que sejam eles. 
A própria Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), em seu artigo 36, veda a manifestação do TJSP e da magistrada. Cabem aos que, eventualmente, sintam-se prejudicados procurar os meios adequados para a solução da questão. 
A Corregedoria Geral da Justiça do TJ/SP está sempre atenta às orientações necessárias aos juízes de 1ª instância, sem contudo interferir na autonomia, independência ou liberdade de julgar dos magistrados.”



SUSPENSA BUSCA E APREENSÃO EM ESCRITÓRIO DE ADVOGADO DE AGRESSOR DO BOLSONARO



O desembargador Néviton Guedes, do TRF da 1ª região, suspendeu decisão que autorizou a quebra do sigilo bancário do advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, que defende Adelio Bispo, o agressor do Bolsonaro. 
O magistrado concedeu MS impetrado pelo Conselho Federal OAB em favor do causídico.
A decisão do juízo da 3ª vara da Subseção Judiciária de Juiz de Fora/MG também havia determinado a quebra do sigilo bancário das pessoas jurídicas das quais o advogado é sócio, além da busca e apreensão de livros caixa, recibos e comprovantes de pagamento de honorários e de seu aparelho telefônico.
O argumento foi o de que as representações estão motivadas em suposta prática de crime cometido pelo financiador da defesa técnica de Adélio Bispo de Oliveira - cuja identidade se busca revelar - e não pelo advogado, no exercício de sua profissão.
Contudo, o desembargador destacou que esse argumento não justifica a medida invasiva perpetrada, pois a posição do mencionado “financiador” da defesa confunde-se com a do cliente na medida em que ao proceder ao pagamento dos honorários, a princípio, o “financiador” poder manifestar interesse comum com a do próprio cliente do advogado. 
“A vingar, pois, a tese de que partiu a autoridade policial para requerer o levantamento do sigilo do profissional, no sentido de que o financiador dos honorários poderia ser uma organização criminosa copartícipe do crime eventualmente cometido pelo cliente do advogado, nessa específica situação, obviamente, não há dúvida, o que se estaria a fazer é investigando o crime e seus possíveis autores por intermédio do advogado.”
Segundo o desembargador Néviton Guedes, a finalidade expressamente revelada na medida judicial “viola em todos os sentidos as salvaguardas e razão de ser do sigilo funcional do advogado”. 
“Sem sombra de dúvida, os órgãos de persecução criminal, nos Estados democráticos, devem valer-se de suas capacitações e inteligência para encontrar outros instrumentos de investigação de determinado crime que não seja esquadrinhar, revolver e dificultar a vida profissional advogado, invadindo a sua privacidade.”
De ofício, o magistrado determinou o recolhimento e o acautelamento em juízo, imediatamente, de todo o material apreendido e alcançado, estritamente, em razão do ato impugnado, que deverá permanecer em juízo. Além disso, determinou a devolução ao juízo de quaisquer registros realizados e/ou informações colhidas em decorrência da decisão.
O mandando de busca e apreensão foi cumprido em dezembro do ano passado pela PF de MG em propriedades de Zanone. 

Processo: 1000399-80.2019.4.01.0000
Fonte: Migalhas Quentes

ESQUECI DE AGRADECER...

Resultado de imagem para obrigada aos amigos do blogue

Foi no dia 12 de fevereiro de 2012 que montei meu blog sem esperar que viesse a ser visualizado como vem sendo desde então.
Continuo não tendo pretensão alguma de ganho econômico e nem tenho rabo preso com ninguém, mas espero continuar merecendo a visita dos amigos e amigas espalhados pela região, pelo Brasil e pelo mundo, apenas levando notícias sérias, engajada que estou com jornalistas e periódicos dignos do maior respeito.
Espero continuar tendo sua companhia; sem ela, fico meio desamparada e desmotivada.
Um abraço aos amigos, às amigas e àqueles que apenas me sondam para ver se falei mal do prefeito ou do vereador local, do governador dos paulistas, que até me esqueci dele ultimamente, ou do presidente que buscaram não sei onde e nem para oferecer o que aos brasileirinhos.
Resultado de imagem para obrigada aos amigos do blogueSigo no direito de concordar ou não com as coisas que sei e vejo, pois sou uma cidadã interessada pelo meu país e amante da minha terra verde-amarela, pelo menos enquanto eu tiver vida.

OBRIGADA!    

ESCOLA OU FAMÍLIA? QUEM PECOU/PECA MAIS NA FORMAÇÃO/EDUCAÇÃO DAS CRIANÇAS/ FILHOS?





Polêmica. 
Um caso foi divulgado no Facebook e está causando revolta nos internautas; nas fotos e nas postagens um garoto de apenas 11 anos comemora a gravidez da sua suposta “namorada”. 
Apesar de ninguém confirmar a idade dos envolvidos, é possível confirmar que aparentam ser duas crianças.
Além da exposição nas redes sociais, o caso está sendo apontado pelos internautas como falta de bom senso dos pais, primeiro por deixar duas crianças ter relações nessa idade e segundo por deixar elas postarem fotos comemorando algo que é de grande responsabilidade.
Vale lembrar que na legenda da foto, o garoto escreve o seguinte: “Papai já ama”. 
Nos comentários das imagens, os internautas pedem para que o conselho tutelar entre em ação. 
E muitos apontaram o dano que a gravidez pode causar no corpo da menina que ainda não está totalmente formado. 
O local onde as crianças vivem também não foi informado.

JUÍZA AUTORIZA IDA DE LULA AO VELÓRIO DO NETO

Menino de 7 anos morreu nesta sexta-feira, vítima de meningite meningocócica.
















A juíza Federal Carolina Lebbos, de Curitiba/PR, autorizou nesta sexta-feira, 1, que o ex-presidente Lula compareça ao velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, de 7 anos, que morreu nesta sexta-feira, 1º, vítima de meningite meningocócica. 
Após o pedido da defesa, o processo entrou em sigilo.
O MPF proferiu parecer favorável à ida de Lula ao funeral. 
O Governo do Paraná informou que o ex-presidente irá para ao velório do neto em avião oficial. 
O governador Ratinho Jr (PSD) destacou, em nota, que atendeu a um pedido da Polícia Federal.

Veja a íntegra da nota:
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seguirá para São Paulo em avião do Governo do Paraná. A aeronave foi liberada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, atendendo pedido da superintendência da Polícia Federal no Paraná. O apoio para o deslocamento permitirá que o ex-presidente participe do velório do neto Arthur Araújo Lula da Silva, que morreu nesta sexta-feira em Santo André, vítima de meningite.

Os advogados de Lula se comprometeram a “não divulgar qualquer informação relativa ao trajeto que será realizado”. 
O velório deve ocorrer no Cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo/SP. 
A cremação do corpo está prevista para as 12h deste sábado, 2. 
O cemitério é o mesmo onde foi cremada a ex-primeira-dama Marisa Letícia, morta em fevereiro de 2017.
Com a morte do neto, o ex-presidente vive pela terceira vez a experiência de estar preso no momento da morte de um familiar de primeiro grau. 
Em janeiro, a magistrada negou o pedido de Lula para ir ao sepultamento do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá. 
Em 1980, quando foi preso pelo Dops - órgão de repressão da ditadura militar, que naquele momento estava em seus anos de abertura - Lula foi liberado pelo delegado Romeu Tuma para ir ao velório e ao enterro de sua mãe, Dona Lindu.

CONFORMES DO REINALDO AZEVEDO:

Por: Reinaldo Azevedo


Bolsonaro e o vice, Hamilton Mourão, posam com jornalistas: bate-papo sobre vários temos, incluindo a Previdência. 

Alguém aí falou em esquerdas? Não, né? Elas estão quietas. Quem não se ocupa de Lula, ocupa-se de Maduro. Quem não se ocupa de Maduro e Lula, está de olho no caso Marielle. Tudo muito justo. Só estou ressaltando que as resistências à reforma da Previdência vêm da base real ou potencial do próprio Bolsonaro. A mobilização do povo sem rosto ainda não começou. Por enquanto, os descontentes que fazem chegar a sua contrariedade com a reforma da Previdência são os que compõem a elite do funcionalismo público e os eleitores de Jair Bolsonaro. Não adianta o presidente pôr seu filho do meio, o sempre agressivo — no texto ao menos — Carrrluxo, para defender a reforma. Como escrevi aqui numa série de posts, terá de ser ele próprio, Bolsonaro, a dizer o que passou a querer para a Previdência. E será preciso pedir desculpas contundentes por tudo o que afirmou sobre o tema há menos de um ano. Carrrluxo ensaiou uma defesa da reforma e foi fustigado pela base do papai. A razão é simples: muitos votaram no “Mito” para que ele caçasse gays, não para que cassasse aposentarias aos 50. A primeira coisa lhes parecia justa porque, afinal, não são gays. Já a segunda, não. Eles queriam se aposentar aos 50 num mundo sem gays.

Por: Reinaldo Azevedo

Paulo Guedes, ministro da Economia: está mais preocupado agora do que antes.

Paulo Guedes (foto), ministro da Economia, apegou-se a um número bom, mas mágico, e o aparato que sustenta o tal número também na estratosfera: a reforma da Previdência tem de economizar ao menos R$ 1 trilhão em dez anos. E aí, diz ele, cada concessão que o governo fizer — leia-se: presidente Jair Bolsonaro — tem de ter uma compensação. Se vocês me perguntarem “Compensação em que área, Reinaldo?”, eu não saberei responder. E isso não é pecado. Afinal, eu não sou governo. Mas o ministro também não saberia o que dizer, e isso é coisa séria, já que ele é, sim, governo. Publiquei, no dia 26 de fevereiro, neste blog, uma série de sete posts que traziam no título um convite: “Comece a governar, Bolsonaro”. A síntese dos ditos-cujos poderia ser esta: o presidente se empenha pouco em defesa da reforma. Em um deles, escrevi: “E que se faça aqui um registro até tragicômico: os economistas e a imprensa se mostram muito mais entusiasmados com o texto [da Previdência] do que o próprio presidente.” Em outro: “Quanto menos o presidente se empenhar pessoalmente na reforma, menos próximo o texto fica da economia pretendida.”

Por: Reinaldo Azevedo


Na conversa que manteve com jornalistas, deu para perceber que Bolsonaro está disposto a quebrar algumas lanças em defesa da reforma, mas não muitas. Já deu piscadelas, cedendo em relação à idade mínima de aposentadoria para mulheres. Poderia baixar de 62 para 60. Também deve recuar na questão do valor do BPC, o Benefício de Prestação Continuada. A imprensa faz contas em favor do governo, o que os bolsonaristas tontos não reconhecem. A alteração que Paulo Guedes quer fazer representaria uma economia de R$ 27,5 bilhões em 10 anos. Quem sabe lidar com grandezas percebe ser isso uma merreca em uma década quando confrontado com o desgaste político de reduzir o pagamento a velhos miseráveis. Se era bode na sala, é burrice. Porque o bode é retirado, mas o cheiro fica. E ouso dizer, com base no que vi na reforma proposta pelo presidente Michel Temer, com negociadores profissionais no Congresso — são alunos de escolas de circo: isso é só o começo. Vem muito mais recuo por aí.

Por: Reinaldo Azevedo


E aí aconteceu o quê diante da piscada de Bolsonaro? A Bolsa caiu 1,77%. Não só por isso, mas também por isso. Não foi por falta de advertência deste humilde jornalista. E até antevejo: se resolver cair a cada recuo do governo, vai para o patamar de 50 mil pontos em vez de furar a barreira dos 100 mil. Eu hesito um pouco em chamar isso de especulação porque tal fala estaria a indicar que sou otimista. Acho que realmente é coisa pior. Parece-me que a brava moçada que opera esses assuntos acreditou que a política havia morrido e que bastaria um demiurgo meio bronco dar uns murros na mesa, e as coisas entrariam no eixo. Enquanto o Brasil for uma democracia — alguém tem alguma ideia melhor? —, a reforma da Previdência terá de passar pelo Congresso, e o Congresso terá de passar pelo povo. Como Bolsonaro passou. E sem tocar na reforma da Previdência. Esse era um assunto de que Paulo Guedes, que não disputa eleições, tratava com os tais agentes de mercado, que fingiam ignorar que o povo existe.

Por: Reinaldo Azevedo


Casa do Vale do Jequitinhonha: se eles conhecerem capitalismo, certamente vão gostar.
Ora, não me subestimem! Eu sou favorável à reforma da Previdência desde FHC. Mas eu também não disputo voto. Ademais, na questão pessoal, ela me é irrelevante. Gosto de pensar que isso nada tem a ver com a minha opinião. Mas essa também pode ser uma visão idealizada que tenho de mim mesmo. Reformas afetam vidas reais, de pessoas reais, que vivem no mundo real. Se eu fosse um chefão do mercado financeiro — tadinho: sou apenas jornalista —, em vez de deixar aquela meninada umas 18 horas por dia ligada em cotações disse e daquilo, obrigaria a todos a fazer um curso de história do Brasil. Ou, então, a ter aulas sobre o equilíbrio entre os Poderes da República. Ou, então, a visitar o Vale do Jequitinhonha e o Vale do Ribeira… 
Quem voltasse comunista de lá seria sumariamente demitido. Quem começasse a ter ideias para fazer o capitalismo chegar a esses Brasis também reais iria ganhar um prêmio de Educação Moral e Cívica e ainda ficaria rico.
Nem precisaria dizer, no Hino Nacional, qual é o sujeito em “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heroico o brado retumbante” ou de explicar, no da Independência, a sintaxe de “Os grilhões que nos forjavam da perfídia astuto ardil”.
Faço o convite para esse “embrenhamento” porque a próxima etapa do enfrentamento será o debate sobre a aposentaria rural. 
Não vale chamar o pobretão do campo de preguiçoso. 
Só vamos cobrar deles que recitem trechos de “As Seis Lições”, de Ludwig Von Mises, quando “boia fria” for só resquício, que sobrou na linguagem, por metonímia, de um tempo de iniquidades já superado.

Em tempo 1: o sujeito é “as marges plácidas do Ipiranga”.

Em tempo 2: Não há explicação sintática possível para “os grilhões que nos forjavam da perfídia astuto ardil”.