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terça-feira, 1 de novembro de 2022
ENTREGUE-SE, BOLSONARO.
Bolsonaro está em silêncio porque aposta no movimento dos caminhoneiros para viabilizar o golpe.
Por Redação Ucho.Info/31 de outubro de 2022
Administrando o fracasso do seu plano de reeleição, o presidente Jair Bolsonaro insistiu nos últimos quatro anos em afirmar que “joga dentro das quatro linhas da Constituição”, mas seu comportamento após o segundo turno da eleição presidencial mostra seu caráter golpista.
A recusa momentânea de Bolsonaro em aceitar a derrota não é novidade para quem acompanha o jornalismo do UCHO.INFO, que desde a campanha de 2018 alertou para o perigo que representava sua eleição.
Ao não reconhecer a vitória do adversário, no caso o presidente eleito Lula, Bolsonaro confirma seu desrespeito à Carta Magna.
Não obstante, à sombra de personalidade que não sabe conviver com o contraditório, Bolsonaro demonstra desrespeito aos mais de 58 milhões de eleitores que lhe confiaram o voto.
O presidente não sabe perder e seu silêncio suscita as mais diversas teorias, principalmente se considerarmos que logo após o debate da TV Globo, na última sexta-feira (28), o presidente afirmou à jornalista Renata Loprete que assumiria a Presidência quem tivesse mais votos.
Como sempre afirmamos, na política, em especial na brasileira, não há espaço para coincidências. Tudo é previamente planejado e tem um interesse canhestro por trás.
A reclusão de Jair Bolsonaro há mais de 24 horas tem uma razão de ser.
Quem conhece o modus operandi da política sabe que Bolsonaro ainda aposta em uma “virada de mesa”, apesar de não ter apoio para tanto.
O bloqueio de estradas em 16 estados e no Distrito Federal por caminhoneiros que defendem o golpe não é por acaso. Trata-se de uma versão tropicalizada e mambembe da invasão do Capitólio por apoiadores do descontrolado Donald Trump.
Bolsonaro acredita que um eventual avanço do crescimento, algo que comprometeria o abastecimento em todo o País, permitirá a convocação do Exército para restabelecer a ordem, manobra que seria um prefácio de um golpe.
A questão que se põe é que o presidente começa a ser abandonado por muitos aliados, os quais já emitiram sinais na direção do eleito Lula.
Aliados, assessores e militares de alta patente tentam convencer Bolsonaro a aceitar a derrota e evitar que o caos se instale no País a partir da manifestação isolada de um grupo de caminhoneiros que não tem respaldo dos transportadores autônomos.
ACOSTUMARAM COM UM PRESIDENTE VAGABUNDO...
PRF que matou Genivaldo dos Santos é a mesma que demonstra frouxidão diante dos caminhoneiros.
Por Redação Ucho.Info/31 de outubro de 2022
Em matéria publicada no domingo, 30 de outubro, dia do segundo turno da eleição presidencial, afirmamos que as ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em estradas das regiões Norte e Nordeste tinham como único objetivo dificultar o acesso dos eleitores aos locais de votação.
A estratégia consistia em impulsionar o índice de abstenção em ambas as regiões, onde o presidente eleito Lula teve larga vantagem.
Na publicação ressaltamos novamente o viés golpista da medida, acertada com o ministro da Justiça Anderson Torres, na última semana, por ocasião da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que rejeitou a denúncia sem provas de que emissoras de rádio privilegiaram a campanha do petista na veiculação de material político.
O ministro Fábio Faria (Comunicações), primeiro a se pronunciar sobre o tema, mudou de ideia ao perceber a possibilidade de responder criminalmente por conta da falácia.
Anderson Torres, o sabujo de plantão, tratou com ironia a informação de que a campanha de Bolsonaro estaria se valendo das ações da PRF, mas o diretor da corporação, que foi obrigado a ir ao TSE, acabou suspendendo as blitze faltando duas horas para o encerramento da votação.
Nesta segunda-feira (31), caminhoneiros bolsonaristas decidiram fechar estradas em 20 estados e no Distrito Federal, além de pistas da Marginal do Tietê, na capital paulista, apenas porque não aceitam a vitória do petista Lula na disputa presidencial.
Após dificultar a chegada de eleitores do Norte e do Nordeste às urnas, a PRF trata com deferência os criminosos que bloqueiam as estradas do País e defende um golpe militar.
Por esse motivo, nenhum outro, Bolsonaro permanece em silêncio depois de mais de 24 horas do anúncio do resultado do segundo turno.
Afinal, um golpe está sendo gestado no Palácio da Alvorada.
Agentes da PRF, supostamente designados para “dissolver” os bloqueios nas rodovias federais, têm afirmado aos caminhoneiros que a ordem da direção da corporação é apenas permanecer no local.
A PRF que atrapalhou a vida de dezenas de milhares de eleitores e agora demonstra frouxidão diante dos criminosos caminhoneiros bolsonaristas, é a mesma que em 25 de maio passado imobilizou e matou por asfixia Genivaldo de Jesus dos Santos, na cidade sergipana de Umbaúba, pelo fato de dirigir sua moto sem capacete.
A direção da corporação atuou nos bastidores para evitar o indiciamento dos três policiais rodoviários federais responsáveis pelo crime, mas não obteve sucesso.
Em nota, a PRF afirmou que trabalha com o compromisso constitucional de garantir a mobilidade eficiente, a preservação da ordem pública, a segurança viária e o combate ao crime organizado nas rodovias federais brasileiras.
A instituição destaca que está presente em todos os locais de bloqueio com efetivo mobilizado e permanece trabalhando para garantir o fluxo das rodovias federais.
No domingo, quando chamou ao TSE o diretor da PRF, Silvinei Vasques, para explicações, o ministro Alexandre de Moraes deveria ter dado voz de prisão ao bolsonarista que usou as redes sociais para pedir voto ao presidente da República.
Moraes deixou de prender o meliante para não tumultuar o processo eleitoral.
Por conta desses recuos é que Bolsonaro desafiou a democracia e o Estado de Direito ao longo de quatro anos.
MOURÃO MOSTRA DISPOSIÇÃO EM SERVIR.
Mourão quebra silêncio do governo e envia mensagem a Geraldo Alckmin, vice-presidente eleito.
Por Redação Ucho.Info/01 de novembro de 2022
O vice-presidente Hamilton Mourão enviou nesta segunda-feira (31) mensagem de texto parabenizando o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, no primeiro contato público de membros do alto escalão do governo com a chapa vencedora da corrida ao Palácio do Planalto.
Em seguida, o vice de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ligou para Mourão agradecendo a mensagem de texto. De acordo com o jornal “Folha de S.Paulo”, interlocutores de Alckmin afirmaram que a conversa foi cordial.
Na mensagem de texto, Mourão se colocou à disposição de Alckmin para ajudar no processo de transição de governo envolvendo as questões da Vice-Presidência. Mourão também convidou seu sucessor a ir à residência oficial dos vices em Brasília.
Nas eleições deste ano, Antonio Hamilton Mourão foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul, por isso não concorria na chapa de Jair Bolsonaro (PL). Para um eventual segundo mandato, o atual presidente escolheu para vice Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa.
O contato entre vices ocorre em meio ao obsequioso silêncio de Bolsonaro após a derrota no domingo, que já completa mais de 28 horas.
É de praxe que candidatos derrotados telefonem para o candidato eleito e reconheçam sua vitória. Em 2018, após o segundo turno das eleições presidenciais, Fernando Haddad (PT) reconheceu a vitória de Bolsonaro no mesmo dia da votação.
Também nesta segunda-feira, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, conversou por telefone com o ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira. De acordo com a “Folha”, ele também se colocou à disposição e disse esperar a orientação de Bolsonaro para indicar a equipe de transição.
Durante o processo de transição de governo, antes da posse de Lula em 1º de janeiro de 2023, a equipe do presidente eleito colhe informações do atual governo e planeja as ações do próximo.
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