sexta-feira, 27 de abril de 2012

MAS JÁ PENSOU?


Já pensou se o projeto do Saito der certo, mas ainda estivermos nas mãos do PSDB por aqui? E com o tal de Ari Rosa na ponta?


(foto G1Globo.com)

O NOME DA CIDADE DE SÃO MIGUEL ARCANJO ESTARÁ NA RIO +20.


Projeto de aluno da Fatec Itapetininga será apresentado na Rio+20


Jorge Saito, aluno do curso de Comércio Exterior da Fatec de Itapetininga, teve seu projeto escolhido entre os mais de mil inscritos em todo o Brasil, para apresentar seu trabalho na RIO+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontecerá na cidade do Rio de Janeiro, entre os dias 20 e 22 de junho, com a participação dos 193 países membros da ONU. 
O projeto "Novo Modal de Transporte de Containers por Gravidade pelo Teleférico" foi um dos 23 escolhidos para serem apresentados durante o evento. 
Saito afirma que apenas projetos de duas instituições de ensino foram escolhidos, um é da Universidade de São Paulo e o outro o dele, da Fatec de Itapetininga.

O projeto quer utilizar o "cable car", que usaria teleféricos para transportar containers consumindo um mínimo de energia, pois os teleféricos seriam movidos pelos princípios da física de energia cinética e potencial, ou seja, os que descem puxam os que sobem. 

A ideia é criar um porto seco "dry port", nas regiões de Itapetininga e São Miguel Arcanjo, de onde os containers sairiam em direção à cidade de Iguape, no litoral paulista, onde seria criado o futuro "Porto de Iguape", através do sistema "cable car", já que na região, existe a estrada da Serra da Macaca, que liga São Miguel Arcanjo a Sete Barras, onde seriam instalados os postes que fariam a ligação dos teleféricos.

O Novo Modal tem como conceito mostrar novos caminhos para transporte de cargas, otimizar o uso de energia e tentar causar o mínimo de impacto ambiental, além de ter o potencial de criar mais um ponto de exportação e importação de grande volume.

Segundo o economista Wagner de Souza, a região é perfeita para a implantação do sistema, já que também é uma grande região produtora de alimentos, os quais poderiam facilmente ser exportados e a duplicação da rodovia Raposo Tavares entre Sorocaba e Itapetininga, facilitaria a chegada de produtos que seriam encaminhados para o "dry port".

O idealizador do projeto, Jorge Saito, disse que está confiante sobre a possível concretização do projeto, já que quando este for apresentado no RIO+20, será aberto ao mundo e pode ser financiado por qualquer empresa nacional ou internacional, além das estatais. 

Saito, que fala fluentemente o idioma mandarim, língua oficial da China, afirmou que se as empresas brasileiras não se interessarem, vai falar com os chineses.

Já para o economista Souza, o Brasil não pode perder a chance de criar um projeto desse tamanho, pois o país precisa de novos portos e com maior capacidade para não ficar para trás na corrida de mercado. 

O aluno Jorge Saito segue um pensamento na mesma linha afirmando que hoje o Brasil já está fora da rota de alguns "supernavios", que tem capacidade para carregar mais de quinze mil containers, sendo que o maior navio que atraca no porto de Santos, carrega apenas dois mil containers, e a profundidade do porto de Santos não é suficiente para esses "supernavios", o que não aconteceria com a criação do "Porto de Iguape".



RIO+20

O evento que acontecerá no Rio de Janeiro vai tentar engajar novamente os lideres mundiais, com o desenvolvimento sustentável do planeta, vinte anos após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que aconteceu também no Rio de Janeiro e ficou conhecida como o RIO-92.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul




É REALMENTE UMA GRANDE IDEIA!


GOSTOU?


POR FALAR EM MEU PAI: OS AMIGOS DELE.




Ele, no centro, e seus amigos inseparáveis: à esquerda, Francisco Terra e à direita o popular "Quitu".

A Praça João Pessoa, depois "Tenente Urias".
Ao fundo, a rua 7 de Setembro, depois Cônego Francisco Ribeiro.
Na foto abaixo, ele ( em pé) e seu amigo Quitu, nas escadarias do Grupo Escolar "José Gomide de Castro".
Ambas as fotografias são de 1.945 e me foram doadas pelo saudoso Gentil de Souza.   


"CULPA DO MATABURRO"


Nas noites frias de inverno, meu pai costumava fazer uma pequena fogueira no meio da cozinha onde então dispunha as cadeiras em círculo e lá ficávamos nós, as cinco meninas, a ouvir histórias com os olhos brilhantes de felicidade.

Minha mãe então nos servia café com leite bem quentinho e broas de fubá que desde os sete anos de idade aprendera a fazer com Nhá Lila, minha avó.
O dia havia sido de intenso trabalho no Sítio “Bom Retiro” onde morávamos.
Meu pai aos 22 anos de idade
Meu pai contava muitas histórias.
Primeiramente, retornava à tecla permanente.
Falava do tempo em que servira o Exército como Voluntário na cidade de Ribeirão Preto, na década de 40.
Meu pai sempre dizia que, se não fosse sãomiguelense da gema, e se tivesse uma coisa chamada de “livre arbítrio”, que só bem mais tarde compreendi o que ela significava, ele teria gostado de ter nascido e se criado naquela cidade.
Meu pai então lembrava-se de muitos episódios, como do tempo em que fora prático de Farmácia em São Paulo, trabalhando na Rua Domingos de Moraes.
Aí, contava que morara numa pensão no Bairro da Liberdade e que nessa época a Capital possuía mais de trinta mil veículos.
A gente sabia o que era veículo, só não imaginava todos esses carros trafegando pelas ruas da cidade.
Tempo do prefeito Prestes Maia.
Foi nesse tempo que meu pai se tornou um grande torcedor do São Paulo Futebol Clube.
E era são-paulino roxo.
Estranho, porque na época só os ricos é que se diziam torcedores desse time.

 Como foi?

Recebia um ordenado tão miserável nessa farmácia, que mal dava para pagar o aluguel. Ainda mais que acabou travando forte amizade com um colega de quarto, muito farrista, e que o levou a conhecer as noites paulistanas.
- “Que noites!”- suspirava ele, jogando os olhos para minha mãe...
Foi quando um colega de trabalho o aconselhou a se tornar amigo também do cobrador de um bonde que ele tomava todos os dias e que era tricolor doente, quer dizer, um tricolor quase desenganado de tão roxo.
Feito isso, meu pai passou a viajar de graça diariamente, claro, enganando o cobrador.
Só que o engano demorou pouco, pois o time do São Paulo acabou conquistando seu coração.
Meu pai tornou-se um são-paulino, de alma e coração, até o fim de seus dias.
Das histórias que nos contava, havia uma que ele sempre repetia. Essa permaneceu durante toda a nossa infância chegando até a frustrar por algum tempo nossos primeiros sonhos.
Dizia de um grande casamento para o qual fora convidado numa cidade vizinha a São Miguel Arcanjo.
Como ainda não tinha automóvel, foi para lá de cavalo. Um cavalo branco muito grande e bonito chamado Bainho.
Segundo meu pai, nesse casamento tinha de tudo.

Comidas que ele jamais conhecera, tantos paladares e cores. 

Bebidas que ele jamais tomara, tantos os sabores.
Sanduíches que ele jamais experimentara.
Bolos, então, de tantas formas e tamanhos.
Guloseimas? Milhares delas.
Aí ele voltava do transe em que se enlevava e dizia para a gente, só para ver a nossa reação:
- “Arranjei uma sacola bem grandona e coloquei dentro dela tudo o que o cavalo podia carregar para trazer para casa; tinha até umas lembrancinhas, miniaturas de florinhas em tules bordados”.

- “E daí, pai?” - eram cinco vozes em uníssono.

- “E daí, quando eu estava chegando perto do mataburro, começou um tremendo temporal. Dei um tranco no Bainho para ele apressar o passo, mas ele acabou tropeçando bem no meio do mataburro e derrubando a sacola que escorreu pelo buraco e caiu na enxurrada que já se formava na estrada. E lá se foi aquele montão de doces e salgados que eu trazia da festa. Não pude fazer nada”.
Minha mãe olhava para nós com tanta pena pela judiação que meu pai nos fazia com toda aquela mentirada sobre o tal casamento.
Íamos dormir frustradas e magoadas. Cada qual sonhando igual.
Mas no dia seguinte, tudo estava esquecido, porque minha mãe já se arvorava a fazer bolinho de frango, doce de goiaba com queijo, tudo para matar nossas lombrigas ouriçadas pela noite anterior.
O bolinho de frango da minha mãe?
Ela aprendeu com minha avó, mãe do meu pai, a Nhá Lila.
Dentro do bolinho, vinha um pedaço inteiro de frango.
Era uma verdadeira refeição.
Minha mãe nos dizia sempre que aprendera com nossa avó, mas ‘só de olhar’.

- Transcrito do livreto "CRÔNICAS DE INFÂNCIA" da autora Luiza Valio, Editora Trombetti - publicado em 2.010.


FOFOCA JÁ FOI TESE DE DOUTORADO.




Catarina Tanaka"A fofoca é um dos meios de comunicação mais antigo do mundo. É um fenômeno social inserido no cotidiano das pessoas, podendo, por um lado, gerar sérias conseqüências, por ser extremamente destrutivo; por outro, exercendo função integradora, de entretenimento, diversão e de interação grupal. Neste trabalho, o objetivo é desenvolver um estudo analítico e delinear uma psicologia social da fofoca, embasada na abordagem construcionista que valoriza a análise de práticas discursivas. O foco da investigação centrou-se na compreensão dos significados variados atribuídos pelas pessoas à prática da fofoca, com base nas experiências com o fenômeno. Para exploração do campo-tema foram utilizadas: as entrevistas, observação de conversação livre, programas televisivos e revistas de grande circulação. Esses múltiplos elementos, utilizados em conjunto, possibilitaram uma reflexão sobre a polissemia intrínseca dos sentidos, a apreensão dos aspectos argumentativo e interativo do processo de comunicação e, em conseqüência, uma descrição mais densa do fenômeno fofoca".

Resumo sobre o trabalho feito por Catarina Tanaka, professora adjunta do Departamento de Psicologia da Universidade Estadual do Paraná.

HOJE É O DIA DE SANTA RITA.


Hoje, dia 27 de abril, é comemorado, em todo o mundo, o Dia dos Empregados Domésticos. A data é dedicada a Santa Rita, a padroeira das domésticas. 
Filha de camponeses, Rita nasceu na Itália e exerceu a profissão de empregada doméstica por 48 anos, sendo sempre com muita dedicação e apreço. Em 1696 foi canonizada pela Igreja Católica e proclamada padroeira das empregadas domésticas pelo Papa Pio XII.
De acordo com o presidente da Confederação Nacional das Profissões Liberais (CNPL), Francisco Antonio Feijó, neste ano, em especial, o mundo tem um ótimo motivo para comemorar a data: “a Organização Internacional do Trabalho adotou, em junho do ano passado, durante a 100ª Conferência Internacional do Trabalho, em Genebra, na Suíça, uma Convenção que conferiu aos domésticos os mesmos direitos que usufruem os profissionais de outros segmentos. Já foram definidos, na OIT, os parâmetros para a segurança social e para a concessão de direitos trabalhistas básicos desses trabalhadores. Nada mais justo!”, explica.
Na opinião de Feijó, são os domésticos que resolvem os problemas cotidianos da residência onde trabalham, permitindo que seus moradores tenham mais tempo para os afazeres pessoais.
“Eles são os responsáveis por manter os ambientes do lar em bom estado, as roupas prontas para serem usadas e as refeições preparadas. É um trabalho difícil, não obstante indispensável ao convívio familiar. Para desempenhar suas funções adequadamente, é imprescindível que os domésticos reconheçam a importância de seu trabalho. Só assim eles se sentirão valorizados. Esses profissionais precisam ter motivos para trabalhar e se dedicar às atividades que exercem, com orgulho”, afirma.
(Google Imagens)
Santa Rita, a padroeira
De acordo com informações da OIT, com base em pesquisas realizadas em 117 países, há pelo menos 52,6 milhões de trabalhadores domésticos no mundo. São eles os faxineiros, cozinheiros, jardineiros, caseiros e babás. O número representa um percentual de 4% e 10% da força laboral nos países em desenvolvimento e até 2,5% nos países industrializados. 
Uma classe ainda em busca de igualdade trabalhista
Apesar da crescente valorização dos empregados domésticos (cozinheiro, governanta, babá, lavadeira, faxineira, vigia, motorista particular, enfermeira do lar, jardineiro e copeira), os direitos da categoria são bem diferentes das demais profissões no Brasil.
Os benefícios garantidos por lei para a categoria são a anotação de carteira de trabalho, o pagamento de salário fixo, as férias e o adicional de 1/3, o 13º salário, o descanso de um dia na semana (domingo preferencialmente, mas não obrigatoriamente), a garantia de emprego gestante, a licença maternidade e o auxílio doença. 
Para a advogada Ludmila Schargel Maia, membro da Comissão de Direito do Trabalho do Instituto dos Advogados Brasileiros, a maior conquista da classe foi a anotação de carteira de trabalho, no final de 1972, fazendo o trabalho virar uma profissão e ter o INSS garantido.
“Antigamente era quase um trabalho escravo, sem direito algum. As donas de casa mais razoáveis, registravam as empregadas domésticas como costureiras, para que estes profissionais pudessem ter a carteira assinada”, relembra Ludmila.
A conquista destes benefícios deu uma dignificação à função deste profissional, mas ainda está muito aquém de todas as outras categorias de trabalhadores do país. Os empregados domésticos ainda não têm direito à limitação de jornada de trabalho e por sua vez ao recebimento de horas extras trabalhadas, ao seguro desemprego e ao benefício previdenciário em caso de acidentes. 
Atualmente, o recolhimento de FGTS é opcional, dependendo do acordo com o empregador no momento da contratação.
Os profissionais que trabalham como diaristas não têm direito nenhum, pois entram na categoria de autônomos, recebendo apenas pelo o que trabalham. No entanto, Ludmila Schargel alerta que um profissional que trabalhe três vezes na semana na residência de uma mesma família, não pode ser considerado como diarista.
Transcrição: 
www.espacovital.com.br/noticia

RODEIOS LITERÁRIOS

Tal como dizia meu avô, o homem, esse enigma indecifrável e misterioso que o Criador jogou do alto de sua sabedoria infinita ao abismo deste inferno a que se deu a muito interessante denominação de mundo, está sujeito às leis naturais de evolução e involução tanto quanto se há observado em confronto com todos os demais participantes da imensa e dramática comédia em que degenerou o plano admirável da Divindade, traçado para um fim diametralmente disposto.
Assim, e como dizia ainda o meu avô, os irracionais, do reino a que pertence o homem enigma e os componentes dos outros reinos em que se subdividiu a Natureza, tudo evolui até certa época para depois descarrilar, ou involuir, para os fenômenos da reintegração final no cadinho purificador do Cosmo.
Isto quanto à parte material ou física.
Pelo lado do abstrato, há também qualquer coisa a que se dá os nomes de sorte, felicidade, fortuna e outros, mas que também se acham sujeitos à lei fatal da evolução e da involução, com uma diferença, porém, que não deixa de ser interessante.  
Esta ordem de fenômenos subordina-se a uma outra, a qual se poderá designar pela ação e reação. 
No primeiro caso, os agentes naturais não sofrem modificação alguma, nem operam obstáculos a sua continuidade de ação fatal sobre os elementos sob o seu domínio, isto é, nada poderá involuir, sem evoluir primeiramente.
No segundo caso, porém, observam-se fatos contrários.
O indivíduo sujeito à ação e reação pode estar, desde o princípio da existência, exposto a uma ou a outra coisa, independentemente.
Assim, aquele que nasce na pobreza e cresce sofrendo as dores da miséria e do caiporismo (involução) pode, depois de certo período, por um fenômeno de reação, tornar-se abastado e feliz (evolução).
Portanto, não se desespere da má sorte, pois a ação provoca sempre uma reação em contrário.
Como dizia meu avô, estejamos sempre prevenidos.