terça-feira, 23 de agosto de 2022

EXTREMAMENTE RIDÍCULO!

 

Bolsonaro receberá coração de Dom Pedro I com honras de chefe de Estado.
Por Redação Ucho.Info/22 de agosto de 2022



Ao longo dos mais de três anos e meio da gestão do presidente Jair Bolsonaro, a diplomacia brasileira foi submetida a vexames dos mais variados. O mais recente envolve o coração de Dom Pedro I, trazido da cidade portuguesa do Porto para Brasília com o intuito de participar do bicentenário da Independência, a ser comemorado no próximo dia 7 de setembro.
A decisão de trazer ao Brasil parte do corpo do imperador é mais um absurdo patrocinado por Bolsonaro, que já não sabe o que fazer para melhorar sua colocação nas pesquisas eleitorais. Talvez o chefe do Executivo queira despertar o sentimento cívico nos brasileiros, mas isso está longe de acontecer. A seguir trataremos de questões relacionadas ao “coração”.
A primeira questão é o custo da operação para trazer o coração de Dom Pedro I para o Brasil. Apesar de o governo português ter concordado em ceder temporariamente o órgão ao Brasil, as despesas correrão por conta da gestão Bolsonaro, ou seja, caberá aos brasileiros pagarem a conta da epopeia bolsonarista.
Outro tema que te chamado a atenção é o fato de Jair Bolsonaro ter decidido receber com honras de chefe de Estado o coração de Dom Pedro I, que, como sabe-se, faleceu em 24 de setembro de 1834. No Palácio de Queluz, em Portugal. Em suma, Bolsonaro dispensará honras de chefe de Estado a uma parte do corpo de alguém que morreu há quase 200 anos.
Não custa lembrar que, recentemente, o presidente Jair Bolsonaro se recusou a receber o homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, apenas porque este reuniu-se um dia antes com o ex-presidente Lula. Em outras palavras, Bolsonaro não recebeu o presidente de Portugal, mas tratará com honras de chefe de Estado o coração de Pedro I.
O último tema envolvendo o rocambolesco evento mostra que a vinda do coração de Pedro I ao Brasil será explorada política e eleitoralmente por Jair Bolsonaro, que continua em segundo lugar nas pesquisas. 
Se a intenção do presidente da República é de fato exaltar a memória de Pedro I, que o fizesse na Cripta Imperial, localizada no Parque da Independência, na cidade de São Paulo. A cripta guarda os restos mortais do Dom Pedro I, da sua primeira esposa, Maria Leopoldina da Áustria (Leopoldine Caroline Josepha von Habsburg-Lothringen), e da segunda esposa, Amélia de Leuchtenberg.
Não ousaremos afirmar que nove entre dez brasileiros jamais visitaram a Cripta Imperial, até porque a extensão territorial do País compromete a logística, mas certamente nove entre dez paulistanos sequer sabem onde fica o monumento. 
Nascido no Ipiranga no final da década de 50 e ainda mantendo laços com o bairro onde se deu o Grito de Independência, o editor do UCHO.INFO foi várias vezes à cripta.

SONAMBULISMO

 

Foi tudo figura de linguagem
Por Gisele Leite/23 de agosto de 2022


A entrevista do atual Presidente da República e candidato à reeleição foi pautada na mais pura bizarrice. 
E ainda defendeu a sua falta de empatia com os doentes e mortos durante a pandemia, quando imitava falta de ar e, ainda, alegava não ser coveiro, tudo por conta de figura de linguagem. O que faz parte da língua portuguesa e da literatura. 
Enfim, confesso que ao assistir os poucos quarenta minutos, quando oscilei entre o humor e a raiva. A pachorra desenfreada, a falta de cortesia quando até acusou William Bonner bem como a Rede Globo de fazer “fake news”.
Negou tudo, como praxe. 
Não existe, nem existiu desmatamento da floresta amazônica, não existe inflação, ao revés, existe deflação. E, justificou que foi contra a quarentena e o lockdown porque tal isolamento apressou o adoecimento das pessoas e, prejudicou a economia brasileira.
Aliás, alertou que poderia ter sido pior, pois as pessoas famintas e necessitadas poderiam cometer “loucuras” para saciar a fome. Atacou a CPI da Covid-19, apontou que houve desvio de verbas cometido por políticos brasileiros. Chamou a CPI do circo feita por Renan Calheiros, Omar Aziz e Randolfe Rodrigues, que não quiseram investigar os recursos enviados para nove governadores do Nordeste. Por fim, confessa que não adotou o politicamente correto.
Negou que chamou de canalha Ministros do STF, bem como, a bravata do Sete de Setembro passado. Amenizada com a ajuda de Michel Temer.
Ao ser questionado sobre as promessas passadas de 2018 na área econômica e que não foram cumpridas, o candidato justificou afirmando que o mundo sofreu com a pandemia e com a guerra entre Ucrânia e Rússia.
Ressaltou como “coisas” boas, a Lei de Liberdade econômica, a reforma da Previdência e, a concessão do auxílio emergencial para que os municípios não colapsassem. Bradou orgulhoso que foi à Rússia para negociar fertilizantes com o Presidente Putin.
Enfim, tudo não passou de nossa imaginação ou delírio. Diante de uma negativa extensa e rasa, seu derradeiro minuto para se enaltecer que apesar de tudo, enfim, sobrevivemos. Será? Justificou a alta rotatividade de ministros com a lapidar frase: “as pessoas se revelam quando chegam”, e, por vezes, porque não “leva jeito para aquilo”.
Questionado se era ou não do Centrão. Respondeu que em seu tempo não existia Centrão. E, que para governar precisa mesmo do apoio dele. Dos 513 deputados, 300 são de partidos do chamado Centrão e que integram a base do governo para que se possa avançar nas reformas.
Ao final, afirmou que Moraes vai chegar a bom termo. Complementando que teremos eleições limpas. Para sua equipe e aliados o Presidente conseguiu responder às questões e não se mostrou intimado.
Apesar de acusado de espalhar desinformação sobre o sistema eleitoral brasileiro, seu comportamento imitou o de Donald Trump que habitualmente atacava a credibilidade do regime democrático. E, quanto seus aliados e defensores pedirem a volta da ditadura, do AI-5 e o fechamento do STF alegou que é apenas o exercício de liberdade de expressão.
O que não condiz com a ordem jurídica que determina ser crime contra o Estado e a Ordem Política e Social, a Lei 1.802, de 5 de janeiro de 1953, positivado em seu artigo 5º. Além da previsão da Lei de Segurança nacional, a Lei nº 7.170/193, nos seus artigos 22 e 23. Sem olvidar, a previsão do Código Penal brasileiro em seu artigo 26 que tipifica a incitação ao crime.
Assim, da entrevista registrou-se a elevação de cerca 25% da audiência média do Jornal Nacional, talvez esse seja o único ponto positivo do evento. 
Porque no cômputo geral tudo já estava absolutamente previsível. 
Nos bastidores como deboche, o candidato a reeleição a respeito da sabatina comentou:- Vou dar um beijo no Bonner, pode? Pode, apenas se for uma figura de linguagem. A história decifrará toda essa literatura enviesada.
A ordem de entrevistas fora definida por sorteio o que de plano já revela má sorte que foi realizado em primeiro de agosto diante dos representantes dos partidos.

(*) Gisele Leite – Mestre e Doutora em Direito, é professora universitária.


NARIZ MAIOR DO QUE O NARIZ DE PINÓQUIO.

 

Em entrevista ao Jornal Nacional, Bolsonaro mentiu a ponto de Pinóquio pensar em concorrência desleal.
Por Redação Ucho.Info/23 de agosto de 2022.



O staff da campanha de Jair Bolsonaro à reeleição insistiu para que ele se preparasse antes da entrevista na bancada do Jornal Nacional, da TV Globo, mas o presidente rechaçou a proposta e seguiu a orientação de assessores próximos, desprovidos de experiência no âmbito de disputas eleitorais. É a velha turma da caserna que aposta sempre no bate e arrebenta.

Ofensa a ministros
Emoldurada por “panelaços” em várias regiões do País, a participação de Bolsonaro no principal telejornal do País foi uma ode à mitomania. Logo na primeira resposta o presidente negou que tivesse xingado ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Disse que o apresentador William Bonner estava falseando a verdade. Talvez Bolsonaro já não se recorda de ter chamado o ministro Alexandre de Moraes de “canalha”, em 7 de setembro de 2021, durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo. O chefe do Executivo já não se recorda que chamou o ministro Luís Roberto Barroso de “filho da puta”.

Resultado da eleição
Sobre a possibilidade de aceitar os resultados das urnas, como disse em evento de campanha na cidade de Resende (RJ), Bolsonaro voltou a colocar em xeque a confiabilidade do sistema eleitoral brasileiro. Sem responder de forma direta à pergunta dos apresentadores do JN, o presidente disse que acatará os resultados se as eleições forem limpas e transparentes.
Como afirmamos em matéria anterior, publicada na edição desta segunda-feira, 22 de agosto, é prova de inocência acreditar que Bolsonaro aceitará o resultado da corrida presidencial caso seja derrotado em sua tentativa de reeleição.
As eleições brasileiras desde o advento das urnas eletrônicas sempre foram limpas e transparentes, amas o presidente insiste em desacreditar o sistema eleitoral que garantiu a ele e os filhos diversos mandatos.
O chefe do Executivo mais uma vez colocou em dúvida o processo eleitoral ao afirmar que o ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, o sabujo de plantão, se reunirá com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, e espera que ambos cheguem “a bom termo”.
O TSE não tem o dever de chegar a bom termo com militares subservientes que dão voz ao projeto golpista de Jair Bolsonaro. O que o presidente busca com essa declaração é criar mais um factoide para alimentar a insana horda de apoiadores, a quem terceirizou o golpe.

Golpe e intervenção militar
Bolsonaro foi questionado sobre a defesa que seus apoiadores fazem do fechamento do Congresso nacional, do STF e de uma intervenção militar com ele no poder. Como esperado, o presidente, sem saber o que responder, disse que não defende essas pautas e que a fala do bolsonarismo resulta da liberdade de expressão.
O Supremo já deixou claro que há uma sensível diferença entre liberdade de expressão e liberdade para o cometimento de crimes. Os bolsonaristas, impulsionados pelo clã presidencial e o chamado “gabinete do ódio”, assumiram a responsabilidade de reverberar o discurso golpista.
Jair Bolsonaro disse que não pensa em fechamento do Congresso e do STF. Contudo, sua amnésia de conveniência fez apagar da memória o desfile de tanques na Praça dos Três Poderes, em 21 de agosto de 2021, dia em que o Congresso Nacional derrubou a PEC do Voto Impresso, anteriormente considerada inconstitucional pelo Supremo.

Pandemia e vacinação
Bolsonaro foi questionado sobre a defesa que seus apoiadores fazem do fechamento do Congresso nacional, do STF e de uma intervenção militar com ele no poder. Como esperadfende essas pautas e que a fala do bolsonarismo resulta da liberdade de expressão.
O Supremo já deixou claro que há uma sensível diferença entre liberdade de expressão e liberdade para o cometimento de crimes. Os bolsonaristas, impulsionados pelo clã presidencial e o chamado “gabinete do ódio”, assumiram a responsabilidade de reverberar o discurso golpista.
Jair Bolsonaro disse que não pensa em fechamento do Congresso e do STF. Contudo, sua amnésia de conveniência fez apagar da memória o desfile de tanques na Praça dos Três Poderes, em 21 de agosto de 2021, dia em que o Congresso Nacional derrubou a PEC do Voto Impresso, anteriormente considerad
Depois de mais de 682 mil mortos por Covid-19 e 34 milhões de infectados pelo novo coronavírus e suas variantes, Bolsonaro não disse ter se arrependido das brincadeiras e deboches que fez para sustentar um negacionismo criminoso. Afirmou que o Brasil comprou mais de 500 milhões de doses de vacina contra a doença. Antes disso, o presidente defendeu o tratamento com medicamentos comprovadamente ineficazes contra a Covid-19, mas ressaltou que a prescrição desses fármacos é um direito dos médicos, igualmente negacionistas.
Disse o chefe do Executivo que a farmacêutica Pfizer exigia a assinatura de contrato de compra da vacina, mas não garantia a entrega das doses. Uma mentira monumental, pois a Pfizer aguardou durante 93 dias uma reposta do governo brasileiro, sendo que no contrato a empresa não se responsabilizava pelos efeitos colaterais.
Bolsonaro pode alegar o que bem entender, mas não tem o direito de distorcer a verdade. Afirmar que o governo comprou vacina com celeridade em um cenário internacional com falta de imunizantes é um atentado ao bom-senso. É importante lembrar que o presidente desautorizou o então ministro Eduardo Pazuello, da Saúde, e ordenou o cancelamento da compra de doses da vacina Coronavc, produzida pelo Instituto Butantan, em São Paulo.
Em relação à crise nos hospitais de Manaus durante a pandemia, o presidente afirmou que o governo agiu rápido e em 48 horas disponibilizou oxigênio para s pacientes. Na verdade, a falta de oxigênio nos hospitais da capital amazonense só foi regularizada depois de 9 dias, tempo mais do que extenso para quem está morrendo asfixiado.
Em relação à CPI da Covid, que apontou diversos crimes cometidos por membros do governo durante a pandemia, Bolsonaro alegou que a Comissão Parlamentar de Inquérito se recusou a investigar os recursos federais repassados aos estados. O presidente, que sempre afirma “jogar dentro das quatro linhas da Constituição”, parece não ter lido com afinco e atenção a Carta Magna. Investigar irregularidades no âmbito de governos estaduais é de competência das Assembleias Legislativas, não do Congresso.

Economia e auxílios
Bolsonaro disse que a economia brasileira foi impactada pela pandemia do novo coronavírus, pela temporada de seca e pela guerra na Ucrânia, sobre a qual o presidente não se manifestou até o momento. Isso porque ele continua acreditando na possibilidade de o presidente russo, Vladimir Putin, interferir nas eleições brasileiras, a exemplo do que ocorreu nos Estados Unidos por ocasião da eleição de Donald Trump.
O presidente alegou que a criação do Auxílio Emergencial foi iniciativa do governo, mas não explicou que o ministro Paulo Guedes sugeriu benefício no valor de R$ 200 por quatro meses. O Congresso aumentou o valor para R$ 500, mas o governo Bolsonaro para não ficar “vendido” optou por R$ 600.
Em relação ao valor do Auxílio Brasil, que saltou de R$ 400 para R$ 600 até 31 de dezembro, o que configura escandalosa manobra eleitoreira, o presidente destacou que a oposição votou a favor do projeto por interesse eleitoral. É preciso lembrar que não está em discussão a necessidade dos beneficiários do programa, mas a forma como isso se deu, faltando menos de três meses para as eleições. Em outras palavras, Bolsonaro só lembrou dos mais pobres por alo que ele critica: interesse eleitoral.

Meio Ambiente
Na entrevista, Bolsonaro disse que países da Europa, como Espanha, Portugal e França, ardem em chamas por causa das altas temperaturas. Uma coisa é incêndio causado por verão com temperaturas nas alturas, outra é incêndio provocado por criminosos que desmatam áreas preservadas de florestas.
O presidente não explicou como atuará, se reeleito, para mudar a imagem do Brasil, que a nível internacional é de “destruidor de florestas”. O líder do governo afirmou que a Amazônia tem áreas em que é permitida a agricultura, mas não é essa a realidade que enfrenta a maior floresta tropical do planeta.
Garimpeiros, desmatadores, pescadores ilegais e traficantes de drogas tomaram conta de parte da Amazônia, com a conivência do governo, que patrocinou um desmonte dos órgãos de fiscalização. Em 2018, o UCHO.INFO alertou que isso aconteceria caso Bolsonaro fosse eleito.
O presidente cometeu o absurdo de elogiar a competência de Ricardo Salles, ex-ministro do Meio Ambiente. Salles, que defendeu “passar a boiada”, foi apeado do cargo após ter seu nome envolvido em um escândalo de exportação de madeira extraída ilegalmente da Amazônia.

Centrão, ministros e corrupção
Na entrevista em que fugiu das respostas de forma insistente, Bolsonaro mais uma vez afirmou que não há no governo escândalo de corrupção. O presidente preferiu ignorar o escândalo em que pastores evangélicos cobravam propinas de prefeitos para a liberação de recursos do Ministério da Educação. Ex-titular da pasta, Milton Ribeiro firmou que atendia as demandas dos pastores a pedido de Bolsonaro.
Há no governo um cipoal de casos de corrupção, a começar pelo criminoso “orçamento secreto”, assunto que o presidente sequer mencionou durante a entrevista. Não se pode esquecer o escândalo da Codevasf, órgão comandado por Ciro Nogueira e Arthur Lira, próceres do Centrão, do qual Bolsonaro se tornou refém, mas minimiza a situação.
Apenas a título de informação, um dos dois novos conselheiros da Petrobras, aprovados para os cargos contra as recomendações dos órgãos de governança da empresa, que citaram conflito de interesses,
Foi indicado por Ciro Nogueira.
O atual inquilino do Palácio do Planalto destacou a maneira como escolhe seus ministros, exaltando figuras como Ricardo Salles, que dispensa maiores apresentações, Tarcísio de Freitas e Onyx Lorenzoni. Para refrescar a memória, foi sob o comando de Tarcísio de Freitas que o Ministério da Infraestrutura fechou os olhos para o escândalo da Codevasf.
Em relação a Onyx Lorenzoni, o ex-chefe da Casa Civil assumiu publicamente ter recebido através de caixa 2 repassados pelo frigorífico JBS, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, condenados no escopo da Lava-Jato. O dinheiro foi recebido nas campanhas de 2012 e 2014.
Ninguém aporta dinheiro em campanha eleitoral sem a garantia da contrapartida. Onyx devolveu R$ 189 mil aos cofres públicos para ter arquivada a investigação, o que não significa que é inocente.
Bolsonaro ousou afirmar que em 2019 assumiu o comando do País à sombra de crise ética, moral e econômica, mas que ao longo dos últimos anos conseguiu mudar o cenário. Em suma, o presidente mende de forma escancarada.

Economia, reformas e PIX
Questionado sobre a crise econômica, Bolsonaro disse que conseguiu aprovar a reforma da Previdência, o que não é verdade. 
A reforma da Previdência foi gestada no governo do então presidente Michel Temer e aprovada pelo Congresso Nacional por causa do hercúleo empenho do deputado federal Rodrigo Maia, que À época presidia a Câmara.
Em relação à redução do ICMS incidente sobre os combustíveis, o presidente disse que os partidos de oposição votaram contra a proposta. Qualquer legislador minimamente responsável faria o mesmo, pois trata-se de medida inconstitucional, como já frisamos em diversas ocasiões, pois assuntos relacionados ao ICMS é de competência dos governos estaduais, não do governo federal.
Ademais, a redução do ICMS dos combustíveis afetará as camadas mais pobres da população, já que boa parte dos respectivos recursos é destinada à saúde e à educação. Em outras palavras, Bolsonaro, desesperado com a possibilidade de ser derrotado nas urnas, decidiu fazer cortesia com o chapéu alheio.
No tocante à criação do PIX, o presidente da República afirmou que “tirou dinheiro dos banqueiros” ao lançar o meio de pagamento. 
Vale ressaltar que o PIX começou a ser criado no governo Temer e implantado recentemente pelo Banco Central.
É falsa a afirmação de que os bancos perderam dinheiro com o PIX, como afirmou o ministro Ciro Nogueira (Casa Civil) por ocasião do lançamento das Cartas pela Democracia.
Com o advento do PIX, bancos estão oferecendo aos clientes empréstimos para viabilizar transferências instantâneas de valores, com possibilidade de parcelamento em até doze vezes.
Diante dos inúmeros crimes praticados por criminosos, uma grande instituição financeira passou a oferecer um seguro para indenizar os clientes que tiveram o celular roubado ou furtado pelas chamadas quadrilhas do PIX.

segunda-feira, 22 de agosto de 2022

MEU TIO "DOCA"


ALCINDO LOPES DE ALMEIDA, " DOCA", O GENRO DO MAJOR.





















Alcindo Lopes de Almeida, o segundo a partir da esquerda, nasceu em Capão Bonito no dia 13 de julho de 1918 e era filho de Francisco Lopes de Almeida e Amância Bonifácio Almeida.
Era casado com Miriam Lucy Valio Almeida com quem teve os seguintes filhos – Luiz Francisco Lopes de Almeida, Norma Lidia Lopes de Almeida Blóes, Maria Goretti Lopes Silveira, Maria do Carmo Lopes de Almeida, Miriam Lucy Lopes de Almeida Vieira e Antonio Alcindo Lopes de Almeida.
Exerceu com muita dedicação a profissão de alfaiate e abriu uma loja de confecção em geral, uma das primeiras da cidade.
Sempre residiu em Capão Bonito. 
Era conhecido por todos e tinha um passado isento de qualquer mácula. 
Foi um cidadão de exemplar comportamento, cuja vida foi de trabalho e honestidade.
Alcindo Lopes de Almeida também conhecido popularmente e carinhosamente como Doca, era assíduo frequentador da Igreja Católica e devoto de Santo Antonio, no Bairro do Cruzeiro.
No esporte defendeu por longo tempo o time de futebol da cidade “Elite Futebol Clube”.
Sempre amou a música, em sua juventude participou de serenatas tocando violão e cantando com amigos.
Deixou sua herança musical para os netos Cristiane Cibele Bloes professora do Conservatório Musical de Tatuí e Otávio Fernando Bloes também professor no Conservatório Musical de Tatuí e atual integrante da Orquestra Sinfônica de São Paulo.
Conquistou grandes amizades, as quais sempre lhe fizeram a melhor referência quanto ao seu respeito.
Era um marido, pai e avô dedicado, sempre um exemplo para a família.
Foi um cidadão que amou a terra onde nasceu. 
Era amigo e caridoso e partiu para morada celestial no dia 06 de agosto de 2004 aos 86 anos, comovendo toda a população capão-bonitense.

Maria Bethânia - "Serenata do Adeus" (Ao Vivo) – Amor Festa Devoção

MEMÓRIA DOS OUTROS:



Freud afirmava que o propósito da vida dos homens é a felicidade.
Os homens "esforçam-se para obter felicidade, querem ser felizes e assim permanecer", dizia.
Uma das maiores felicidades dos são-miguelenses, há mais de meio século, era pagar promessa todos os anos em Iguape. De preferência à pé.
Hoje tem gente que mantém o costume, porém, trata-se apenas de um passeio para a maioria. Uns vão de bike, outros de cavalo, outros de motocicleta.
Num desses passeios de grata memória, aconteceu que o saudoso Isaac Idálio, acompanhado talvez por Amâncio Pinto, Severiano, Amauri Ferreira de Melo, Reynaldo Fogaça, Celso de Souza, João de Sales, João Careca( pai do Pinguim), Nequinho, Zuta, Cassiano ou Saturnino, trouxe de lá um presente para a sua esposa, dona Maria.
Era uma imagem de Bom Jesus que ficou por muito tempo ao lado da imagem de Nossa Senhora Aparecida na garagem da casa deles à Rua Governador Pedro de Toledo.
Após a morte de Isaac, alguém surrupiou a imagem de Bom Jesus.
A nota chegou à imprensa local. Sabendo do fato, o amigo deles, Agenor Ferreira Lopes ofertou outra imagem para dona Maria; tudo ficou então sob a vigilância da filha Assucena.
Com o passar do tempo, a casa foi vendida e demolida.
Ficou na nossa memória a grata lembrança: cada vez que passávamos por ali, a gente se benzia.
E assim a felicidade sentida pelo saudoso casal se dividia.
Freud sempre explica.



DE NOIVINHA DO ARISTIDES A TCHUTCHUCA DO CENTRÃO.

 

Bolsonaro defende os desvarios de Daniel Silveira, mas não aceita ser chamado de “tchutchuca do Centrão”.
Por Redação Ucho.Info/19 de agosto de 2022



Milton Viola Fernandes, o genial e saudoso Millôr, escreveu certa feita: “Democracia é quando eu mando em você, ditadura é quando você manda em mim.” 
A citação encaixa perfeitamente no conceito de democracia do presidente Jair Bolsonaro, um ditadorzinho covarde que ousa falar em respeito à Constituição.
Candidato a mais uma temporada no Palácio do Planalto, Bolsonaro aposta na radicalização como forma de manter unida a horda de apoiadores, que agora são responsáveis por entoar o discurso golpista.
Quando defende o direito à livre manifestação do pensamento, Bolsonaro o faz para justificar sua verborragia insana e truculenta, que encontra eco na porção radical da sociedade, a mesma que defende o golpe e o retorno da ditadura.
O chefe do Executivo confunde liberdade de expressão com senha para o cometimento de crimes, duas situações distintas e diametralmente opostas. Para Bolsonaro, liberdade de expressão serve para justificar os ataques ao Judiciário e as ameaças à democracia, algo que em qualquer país democrático e civilizado já teria resultado em impeachment.
Bolsonaro vez por outra sai em defesa do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ), condenado a oito anos e nove meses de prisão por ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaças aos ministros da Corte. Silveira foi beneficiado por decreto de perdão da pena, editado pelo presidente da República.
O chefe do Executivo também já defendeu de forma enfática o blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, que teve a prisão preventiva decretada no âmbito da investigação que apura suposta organização criminosa para a produção de notícias falsas contra ministros do STF. Allan dos Santos está foragido nos Estados Unidos, fuga que pode ter contado com a ajuda de um dos filhos de Bolsonaro, mas até agora o seu nome não foi incluído na lista de procurados da Interpol.
Em novembro de 2021, após visita à Academia Militar de Agulhas Negras (AMAN), em Resende (RJ), Bolsonaro postou-se no acostamento da Via Dutra para acenar aos motoristas que passavam na rodovia que liga São Paulo e Rio de Janeiro. 
Uma passageira de determinado veículo gritou “noivinha do Aristides” ao ver o presidente.
Cumprindo ordens de Bolsonaro, a Polícia Rodoviária Federal deteve a mulher, que, segundo consta em boletim de ocorrência lavrado pela Polícia Federal, teria disparado palavras de baixo calão contra o presidente da República. 
A mulher foi liberada pela PF após assumir o compromisso de comparecer em juízo.
O sargento Aristides teria sido instrutor de judô à época em que Bolsonaro cursou a Aman. 
A revelação foi feita há muitos anos por Jarbas Passarinho, que foi ministro durante a Ditadura Militar. 
Jarbas, que também foi senador, desprezava Bolsonaro.
Na quinta-feira (18), Bolsonaro se envolveu em uma polêmica quando deixava o Palácio da Alvorada e parou para conversar com apoiadores. Gravando com o celular em meio a apoiadores do presidente, o youtuber Wilker Leão questionou Bolsonaro sobre a sanção ao projeto que delimitou a delação premiada. Ato contínuo, Wilker foi jogado no chão pelos seguranças do presidente.
Na sequência, o youtuber chama o presidente de “tchutchuca do Centrão” e o xinga de “safado”, “covarde” e “vagabundo”. Ao se aproximar novamente, Bolsonaro agarrou Wilker pela camisa e pelo braço e tenta tirar o celular de sua mão.
É difícil afirmar que o termo “tchutchuca do Centrão”, que faz alusão à música “Bonde do tigrão”, é o mais adequado para adjetivar o fato de Bolsonaro ser refém do que há de pior na política brasileira, mas é preciso reconhecer essa relação espúria e criminosa entre o chefe do Executivo e o bloco parlamentar informal.
O UCHO.INFO é contra qualquer manifestação desrespeitosa e que ultrapasse os limites do bom-senso, mas defende a liberdade de expressão, desde que exercida com responsabilidade. 
De igual modo, defendemos a tese de que “o pau que bate em Chico, bate em Francisco”. 
Se Daniel Silveira pode xingar ministros do STF e permanecer no terreno da impunidade, Wilker Leão não pode ser jogado ao chão por seguranças presidenciais por ter chamado Bolsonaro de “tchutchuca do Centrão”.