quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

O BABACA PENSA QUE É AUDIE MURPHY, O HERÓI DE GUERRA QUE VIROU ASTRO DO CINEMA. COITADO!

 

PF intima Bolsonaro para explicar vazamento de inquérito sigiloso que apura ataque ao sistema do TSE.
Por Redação Ucho.Info/14 de dezembro de 2021.



Sempre surfando nos vagalhões da mitomania, o presidente Jair Bolsonaro não mede consequências para alcançar seus objetivos, algo que sua trajetória política não deixa dúvidas a respeito. Disposto a jogar para sua descontrolada e radical plateia, Bolsonaro, desde antes de sua chegada ao Palácio do Planalto, ameaça a democracia e atenta contra o Estado de Direito.
A mais nova epopeia envolvendo o chefe do Executivo passa pela Polícia Federal, que intimou Bolsonaro para dar explicações sobre vazamento de dados e documentos sigilosos de inquérito a cargo da corporação.
Em 4 de agosto passado, o presidente da República divulgou nas redes sociais a íntegra de inquérito da PF que apura suposto ataque ao sistema interno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018, que, de acordo com a Corte, não representou risco às eleições daquele ano.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendendo a pedido do TSE, determinou a abertura de inquérito para investigar o vazamento das informações sigilosas. O magistrado ordenou a remoção dos links publicados por Jair Bolsonaro nas redes sociais, com a íntegra da investigação, e o afastamento de delegado responsável pelo inquérito.
Na transmissão pela internet realizada à época (4 de agosto), Bolsonaro e o deputado federal Filipe Barros (PSL-PR) divulgaram o conteúdo do inquérito com o objetivo de, como sempre, colocar em xeque a segurança do sistema eleitoral brasileiro, mais precisamente das urnas eletrônicas.
Ciente de que seu projeto de reeleição corre o risco de fracassar, o presidente Jair Bolsonaro recorre a todos os meios para desacreditar o TSE. Durante meses a fio, Bolsonaro atacou o Tribunal, não sem antes disparar ofensas contra o presidente da Corte eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso.
Por ocasião da live, Bolsonaro e o parlamentar distorceram as informações contidas no inquérito, que foram tratadas por ambos como definitivas, mesmo com a investigação em curso, ou seja, sem conclusão.
Logo após a transmissão pela internet, o TSE divulgou nota informando que o código-fonte dos programas utilizados no processo eleitoral é submetido a inúmeros testes, podendo identificar qualquer ocorrência que fuja à normalidade, o que não ocorreu.
Como mencionado anteriormente, a Polícia Federal ainda não concluiu o referido inquérito, devendo o servidor público, como determina a legislação em vigor, proteger informações classificadas como sigilosas.
Adepto do totalitarismo e fã declarado de ditadores e torturadores, Bolsonaro tenta, na esteira de descabidas incursões, justificar com antecedência uma possível derrota eleitoral que, cada vez mais, torna-se visível no horizonte de 2022.
Abusar do vitimismo é a estratégia recorrente de Jair Bolsonaro, que sem saber como se livrar dos efeitos colaterais de uma crise múltipla e crescente recorre a expedientes que não cabem em qualquer regime democrático.
Bolsonaro é um aprendiz de tiranete que, à sombra do populismo barato e tosco, tenta se equilibrar no poder. 
Por quanto tempo não se sabe, mas sua derrota nas urnas começa a ser o desejo da maioria dos brasileiros, muitos deles arrependidos de terem votado em um representante do que há de pior na política nacional.

O POSTO IPIRANGA NUNCA FOI LONGE...

 

Paulo Guedes toma emprestado o negacionismo de Bolsonaro e mente sobre a realidade da economia.
Por Redação Ucho.Info/14 de dezembro de 2021.



Até o advento da pandemia do novo coronavírus, a palavra “negacionismo” vivia nas entranhas dos dicionários da língua portuguesa, nas redações jornalísticas e no universo científico. Desde que o vírus SARS-CoV-2 começou a fazer estragos em território brasileiro, a população incorporou o vernáculo na linguagem do cotidiano.
Contudo, o negacionismo, que tem na figura do presidente Jair Bolsonaro seu melhor (sic) representante, não fica circunscrito ao terreno das epidemias. Tudo indica que o negacionismo saiu da seara do novo coronavírus e desembarcou no Ministério da Economia.
Ainda ministro, Paulo Guedes, como afirmamos desde a campanha presidencial de 2018, é um teórico conhecido que tem sérias dificuldades para levar suas ideias ao terreno da prática. Quando o então candidato Jair Bolsonaro apresentou Guedes ao eleitorado como “Posto Ipiranga”, o UCHO.INFO afirmou que se tratava de mais um embuste daquele que sairia das urnas como presidente da República.
No último domingo (12), no programa Canal Livre, da TV Bandeirantes, Paulo Guedes agarrou-se ao negacionismo ao afirmar que não prometeu crescimento econômico em “V”. “Nunca disse que o Brasil ia continuar em ‘V’. Colocamos o Brasil de pé, isso é ‘V’. Vamos entrar no futuro”, declarou.
Acostumado a recorrer a metáforas absurdas para justificar o fracasso da política econômica do governo, Guedes, que já afirmou estar a economia em “pleno voo”, se valeu de declarações preconceituosas, colocando na mira empregadas domésticas e filhos de porteiros, mas não consegue tirar o Brasil do atoleiro da crise.
“Não tem negócio de câmbio a R$ 1,80. Vamos exportar menos, substituição de importações, turismo, todo mundo indo para a Disneylândia, empregada doméstica indo para Disneylândia, uma festa danada. Pera aí. Pera aí, pera aí. Vai passear ali em Foz do Iguaçu, vai passear ali no Nordeste, está cheio de praia bonita. Vai para Cachoeiro do Itapemirim, vai conhecer onde o Roberto Carlos nasceu, vai passear o Brasil, vai conhecer o Brasil. Entendeu? Está cheio de coisa bonita para ver”, disse o preconceituoso ministro.
Ao fazer críticas ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), criado no governo Lula, o ministro da Economia mirou sua verborragia no filho do porteiro do prédio em que mora, no Rio de Janeiro. “Houve excessos no Fies. É verídico. O porteiro do meu prédio um dia me falou ‘doutor Paulo, meu filho fez vestibular para uma faculdade privada, e olha a carta que recebi’. A carta dizia ‘parabéns, o senhor foi aprovado com média…’ e tinha um espaço. Era uma carta padronizada. E no espaço a média zero. Então claramente houve excessos”, declarou.
Paulo Guedes pode negar que tenha afirmado que a economia brasileira estava em V, mas em setembro passado, ou seja, há três meses, o ministro fez clara e inequívoca declaração nesse sentido.
“Diziam que eu estava em universo paralelo quando eu dizia que Brasil ia voltar em V. (…) A economia voltou em V, estamos crescendo novamente. Hoje saiu um dado [PIB], é praticamente de lado. Como foi -0,05%, arredondou para -0,1%. Se fosse -0,04% era zero”, afirmou.
O titular da Economia talvez esteja a enfrentar problemas com a chamada memória curta, mas a tal “economia em V” é mais uma parolagem de Paulo Guedes. Com a taxa básica de juro em 9,25% ao ano, a inflação acumulada em 12 meses acima de 10%, a produção industrial em baixa, o setor de serviços registrando recuo e a indústria da construção prevendo forte desaceleração em 2022, Guedes deveria ter um lampejo de hombridade e pedir para sair.
Como se não bastasse, a PEC dos Precatórios, que oficializa o calote do governo federal, deverá gerar um passivo de quase R$ 700 bilhões, valor a ser pago a partir de 2027. Mesmo assim, Guedes continua acreditando que é a personificação do “Posto Ipiranga”.

JAIR REJEITADÃO

 


Ipec: em 2º lugar na antecipada corrida presidencial, Bolsonaro tem preocupantes 55% de rejeição.
Por Redação Ucho.Info/15 de dezembro de 2021



Uma pesquisa de opinião realizada pelo Ipec, divulgada na terça-feira (14), mostra o petista Lula com larga vantagem em relação ao atual presidente da República, Jair Bolsonaro, e aos demais nomes cotados para concorrer nas eleições presidenciais do próximo ano.
O levantamento também revela leve aumento na reprovação ao governo Bolsonaro, com 55% dos entrevistados avaliando a gestão do presidente como ruim ou péssima.
Em dois cenários avaliados pela pesquisa sobre a eleição presidencial, Lula aparece com 27 pontos percentuais à frente de Bolsonaro.
No cenário 1, que inclui a maioria dos presidenciáveis, dos mais populares aos menos conhecidos, Lula aparece com 48%, seguido de Bolsonaro (PL), com 21%; Sérgio Moro (Podemos), 6%; Ciro Gomes (PDT), 5%; André Janones (Avante), 2%; João Dória Júnior (PSDB), 2%; Cabo Daciolo (PMN-Brasil), 1%; e Simone Tebet (MDB), também com 1%.
Alessandro Vieira (Cidadania), Felipe d’Ávila (Novo), Leonardo Péricles (UP) e Rodrigo Pacheco (PSD) aparecem com 0%. Os votos brancos e nulos somam 9%, e o percentual dos que não souberam ou não responderam é de 5%.
No cenário 2, com número reduzido de candidatos, Lula também está à frente dos demais, com 49% das intenções de voto, seguido de Bolsonaro (22%), Sérgio Moro (8%), Ciro Gomes (5%) e João Doria (3%). Os brancos e nulos somam 9%, os que não souberam responder ou não responderam, 3%.
Como sempre afirmamos, pesquisa eleitoral é uma “fotografia do momento”, ou seja, traduz a realidade atual, mas o cenário pode mudar com o passar do tempo.
Considerando que o País está a menos de um ano das eleições, a situação de Bolsonaro é considerada difícil inclusive por integrantes do Centrão, base de apoio alugada pelo governo.
Chama a atenção na pesquisa do Ipec os índices de rejeição dos presidenciáveis, que, é importante ressaltar, geram mais preocupação do que os percentuais de intenção de voto. 
Tomando por base que, mesmo antecipada, a disputa presidencial está polarizada – e assim deve continuar –, o presidente Jair Bolsonaro tem índice de rejeição na casa de 55%, enquanto o de Lula é de 28%.
Reverter esse quadro não é tarefa fácil, em especial porque entre 55% dos entrevistados pelo Ipec consideram o governo Bolsonaro “ruim” ou “péssimo”. Em suma, os percentuais de rejeição e de desaprovação ao governo são idênticos.
Diante desse quadro, o brasileiro deve se preparar para a radicalização do discurso de Bolsonaro, que investirá contra os adversários e as instituições do Estado, com foco no Supremo Tribunal Federal (STF) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Sem contar o recrudescimento do populismo barato que acompanha o presidente da República.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

QUE NEGÓCIO É ESSE, QUEIROGA?

 

Sabujo de plantão, Queiroga diz que “às vezes é melhor perder a vida do que perder a liberdade”
Por Redação Ucho.Info/07 de dezembro de 2021.



No relatório final da CPI da Covid, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) sugeriu o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por vários crimes em função do negacionismo torpe do chefe do Executivo, entre os quais: 1 – crime de epidemia (Art. 267 do Código Penal), 2 – prevaricação (Art. 319 do CP), 3 – atos desumanos para causar sofrimento intencional (art. 7º, parágrafo 1, k, do Estatuto de Roma).
O comportamento negacionista de Bolsonaro parece ter se alastrado entre os integrantes do governo, que preferem dar asas a teorias esdruxulas, quando deveriam defender apenas a ciência. É o caso do ministro Marcelo Queiroga, da Saúde, que em relação ao presidente da República age com nauseante subserviência.
Depois da polêmica palaciana envolvendo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que recomendou a exigência de passaporte vacinal para os passageiros que chegam ao País por via aérea, Queiroga anunciou a adoção de quarentena de cinco dias, descartando a comprovação de vacinação completa contra o novo coronavírus.
Queiroga disse que “não se pode discriminar as pessoas entre vacinadas e não vacinadas para a partir daí impor restrições”. Não se trata de discriminar pessoas, mas de proteger a população brasileira, que nesse cenário ficará mais vulnerável à infecção pela variante ômicron.
Para completar a sabujice explícita, o ministro da Saúde parafraseou Bolsonaro ao afirmar que “às vezes é melhor perder a vida do que perder a liberdade”.
Fosse o Brasil um país razoavelmente sério – não é o caso – e o presidente da República tivesse doses rasas de responsabilidade – também não é o caso –, Marcelo Queiroga teria sido demitido logo após tão estapafúrdia declaração. Como a frase é da lavra de Bolsonaro, o Brasil continua no terreno do “faz de conta”.
Quarentena de cinco dias e nada são a mesma coisa, pois na maioria dos países o isolamento para passageiros internacionais é de no mínimo dez dias, devendo aquele que desembarca permanecer no mesmo local e sem direito a saídas, com direito a monitoramento por parte das autoridades e a pesadas multas em caso de violação das regras sanitárias.
Ciente de que na eleição de 2022 a persistente crise econômica será seu maior desafio, Bolsonaro tenta com essa postura negacionista evitar que a economia piore ainda mais. Para tanto, o presidente conta com a fala criminosa do ministro Marcelo Queiroga.