Paulo Marinho é suplente de senador de Flávio.
Segundo ele, as conversas podem “explicar” o interesse de Bolsonaro em controlar a Superintendência da Polícia Federal no Rio, causa primeira dos atritos que culminaram na saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça.
PF antecipou a Flávio Bolsonaro que Queiroz seria alvo de operação, diz suplente do senador Empresário afirma que revelação foi feita a ele em 2018 pelo filho do presidente, que demitiu assessor para tentar prevenir desgaste.
Flávio disse que soube com antecedência que a Operação Furna da Onça, que atingiu Queiroz, seria deflagrada. Foi avisado da existência dela entre o primeiro e o segundo turnos por um delegado da Polícia Federal, simpatizante da candidatura de Bolsonaro.
Mais: os policiais teriam segurado a operação para que ela não ocorresse no meio do segundo turno. O delegado-informante teria aconselhado ainda Flávio a demitir Queiroz e a filha dele, que trabalhava no gabinete de deputado federal de Bolsonaro em Brasília.
Segundo Paulo Marinho, foi indicação de Flávio o advogado para defender Queiroz. Era por meio dele que os dois se comunicavam.
Os dois, de fato, foram exonerados naquele período —mais precisamente, no dia 15 de outubro de 2018. Queiroz estava sumido em dezembro. Mas, segundo Marinho, o senador Flávio Bolsonaro mantinha interlocução indireta com ele por meio de um advogado de seu gabinete.
"Eu olhava o capitão, com aquele jeito tosco dele, e algumas coisas me chamavam a atenção. Por exemplo: ele era incapaz de agradecer às pessoas. Chegava uma empregada minha, servia a ele um café, um assistente entregava um papel, e ele nunca dizia um obrigado." (Paulo Marinho)
"As piadas eram sempre homofóbicas. Os asseclas riam, mas elas não tinham nenhuma graça. E, no final, ele realmente despreza o ser feminino. Tratava as mulheres como um ser inferior. Não tinha uma mulher na campanha dele. Nunca houve." (Paulo Marinho)
"[Gustavo Bebbiano, ex-ministro de Bolsonaro]: ‘O capitão vai se enfraquecer de tal maneira que só vai ter a saída do golpe para se manter no poder. E ele é louco para fazer o golpe’. Ele tinha certeza que isso ia acontecer." (Paulo Marinho)
Com considerações do Blog do Noblat.
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