No dia 16 de junho de 1963, a cosmonauta soviética Valentina Vladimírovna Tereshkova, então com 26 anos, entrou para a história como a primeira mulher a viajar ao espaço e até hoje a única, das 60 mulheres que deixaram o planeta, a subir ao espaço sozinha. Além de cosmonauta, Tereshkova também teve uma importante atuação política na União Soviética e ocupou vários cargos no governo.
Aconteceu que no minúsculo e distante município de São Miguel Arcanjo, há cerca de duzentos quilômetros da capital, nascia aquela que seria a caçula de oito filhos do casal Luiz Válio Júnior e Maria Olímpia de Jesus Válio.
O pai, apelido Gijo Válio, falecido em 1991, até agora foi o único candidato da cidade à Assembléia Legislativa paulista.
Fundador de alguns partidos, incluindo o MDB e o PT, foi político, jornalista e agricultor. De comum acordo, o casal resolveu homenagear, além da famosa cosmonauta russa, a não menos famosa jornalista e escritora brasileira Lenita Miranda de Figueiredo, conhecida como Tia Lenita, da Folha de São Paulo, inventora do suplemento infantil chamado Folhinha e também da Folha Feminina.
Tia Lenita está hoje com 92 anos de idade.
A soviética Valentina conta com a idade de 83 anos.
A caçula da família Válio, que então se chamou LENITA VALENTINA DE JESUS VÁLIO, nasceu no dia 20 de maio de 1966.
Gostava de estudar, lia bastante, formou-se no Colegial e fez um ano de Contabilidade na vizinha Itapetininga.
Trabalhou como balconista em farmácia, foi revisora no jornal "A Hora de São Miguel Arcanjo", comerciante e proprietária de sorveteria e loja de roupas.
Foi candidata a vereadora pelo PT, junto com Luiz Fernando e Wanda e dentre suas propostas estavam a luta pela criação da delegacia da mulher.
Suas opiniões tinham diversas argumentações e por isso muitas vezes discutíamos sobre política, principalmente nacional.
Foi no final de 2014 que descobriu um câncer invasivo; deixou para mais tarde os cuidados porque, como dizia, tinha algumas coisas a fazer antes de entregar-se a ele.
E a luta foi insana desde então.
Mas ela fez tudo como deveria ser feito, com ânimo e vontade, mesmo as sessões de quimioterapia machucando tanto seu organismo.
E a gente sofria junto sem saber o que fazer. Tanto que não é bom relembrar as tristezas e, sim, o sorriso dela, cheio de luz e coragem.
Ela foi nossa força a cada dor que a velhice nos impunha. E acabamos ficando sem ela no triste dia 22 de junho de 2019.
Nada supera a dor nem para nós, os mais velhos, que dirá para os dois filhos queridos que ela teve. Sentimos muito não podermos revesar junto deles a falta que a mãe faz.
Com certeza, se há alguma coisa do outro lado, quiçá ela esteja bem ao lado dos bisavós, dos avós, dos pais e parentes que já se foram.
Aqui, beijos e abraços para a menina que a gente adorava quando pequenina e que nunca deixaremos de amar hoje e sempre, enquanto estivermos cumprindo nosso destino no planeta.
Beijos mil, mana, onde quer que esteja, dos filhos, dos irmãos, das cunhadas e cunhados, dos sobrinhos, dos primos, dos demais parentes, dos amigos e conhecidos!
Muito amor!
Mas como dói a sua falta!







Aconteceu que no minúsculo e distante município de São Miguel Arcanjo, há cerca de duzentos quilômetros da capital, nascia aquela que seria a caçula de oito filhos do casal Luiz Válio Júnior e Maria Olímpia de Jesus Válio.O pai, apelido Gijo Válio, falecido em 1991, até agora foi o único candidato da cidade à Assembléia Legislativa paulista.
Fundador de alguns partidos, incluindo o MDB e o PT, foi político, jornalista e agricultor. De comum acordo, o casal resolveu homenagear, além da famosa cosmonauta russa, a não menos famosa jornalista e escritora brasileira Lenita Miranda de Figueiredo, conhecida como Tia Lenita, da Folha de São Paulo, inventora do suplemento infantil chamado Folhinha e também da Folha Feminina.Tia Lenita está hoje com 92 anos de idade.
A soviética Valentina conta com a idade de 83 anos.
A caçula da família Válio, que então se chamou LENITA VALENTINA DE JESUS VÁLIO, nasceu no dia 20 de maio de 1966.
Gostava de estudar, lia bastante, formou-se no Colegial e fez um ano de Contabilidade na vizinha Itapetininga.
Trabalhou como balconista em farmácia, foi revisora no jornal "A Hora de São Miguel Arcanjo", comerciante e proprietária de sorveteria e loja de roupas.
Foi candidata a vereadora pelo PT, junto com Luiz Fernando e Wanda e dentre suas propostas estavam a luta pela criação da delegacia da mulher.
Suas opiniões tinham diversas argumentações e por isso muitas vezes discutíamos sobre política, principalmente nacional.
Foi no final de 2014 que descobriu um câncer invasivo; deixou para mais tarde os cuidados porque, como dizia, tinha algumas coisas a fazer antes de entregar-se a ele.
E a luta foi insana desde então.
Mas ela fez tudo como deveria ser feito, com ânimo e vontade, mesmo as sessões de quimioterapia machucando tanto seu organismo.
E a gente sofria junto sem saber o que fazer. Tanto que não é bom relembrar as tristezas e, sim, o sorriso dela, cheio de luz e coragem.
Ela foi nossa força a cada dor que a velhice nos impunha. E acabamos ficando sem ela no triste dia 22 de junho de 2019.
Nada supera a dor nem para nós, os mais velhos, que dirá para os dois filhos queridos que ela teve. Sentimos muito não podermos revesar junto deles a falta que a mãe faz.
Com certeza, se há alguma coisa do outro lado, quiçá ela esteja bem ao lado dos bisavós, dos avós, dos pais e parentes que já se foram.
Aqui, beijos e abraços para a menina que a gente adorava quando pequenina e que nunca deixaremos de amar hoje e sempre, enquanto estivermos cumprindo nosso destino no planeta.
Beijos mil, mana, onde quer que esteja, dos filhos, dos irmãos, das cunhadas e cunhados, dos sobrinhos, dos primos, dos demais parentes, dos amigos e conhecidos!
Muito amor!
Mas como dói a sua falta!







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