
O que significa esse tal de PODER que a gente ouve falar tanto e tanto mais fica sabendo de pessoas que lutam e matam para chegar até ele?
Por que o PODER massacra e condena os menos favorecidos pela sorte?
Quem exerce o PODER?
Há limites para o PODER?
Quem inventou o PODER?
O PODER foi uma faculdade que nós mesmos criamos só porque sentimos necessidade de viver numa sociedade, no coletivo, mas não nos coordenamos, não nos organizamos adequadamente.
Sem o PODER não existiria direitos nem deveres e a própria sociedade não existiria realmente, já que ela é composta de pessoas de diversas qualificações e até de muitas desqualificadas.
Na base da pirâmide, pessoas humildes, medrosas, ingênuas, iludidas; subindo pela escadaria, indivíduos malandros, espertos, imorais e mascarados.
Os primeiros são capazes de comer o pão que o diabo amassou e esqueceu jogado na sarjeta. Os demais vivem em constantes movimentos, buscando lucros até na sobrevivência dos primeiros.
Para que a sociedade então possa construir-se definitivamente, ela acaba transferindo o direito do PODER a algumas pessoas as quais supostamente julga merecedoras de crédito ou de capacidades tais que possam saber organizar uma plataforma firme e estável na condução do destino de todos; pessoas que saibam liderar, decidir, dialogar, respeitar patrimônios públicos, juntar partes separadas, administrar com sabedoria, enfrentar qualquer borrasca, tudo em prol do bem estar da coletividade.
Às vezes, porém, na busca desse factótum, a sociedade acaba enganando-se.
Isso pode ser até uma culpa do regime em que vivemos, principalmente sob o regime democrático, onde a liberdade de escolha é fundamental, e o engano é fenômeno comum no nosso cotidiano.
Como já dizia Gandhi, de que vale a liberdade se não temos a liberdade de errar?
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Mas errar tanto como temos errado, e ultimamente muito mais que antes, transferindo o PODER a bestas feras e depois fugindo delas como animais selvagens, é muita estupidez, vocês não acham?
É O QUE EU ACHO, ALIÁS, QUE EU SEMPRE ACHEI.
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