A flor que ilustra esta postagem chama-se Neoregelia margaretae e é uma das três espécies do gênero descobertas por Margaret Mee.

Nos dias de hoje, em que se discute a questão ambiental mais do que em outras épocas, nem sempre se valendo de argumentos bem estudados, vale a pena revisitar a contribuição de Margaret Mee, artista plástica e botânica que dedicou sua obra ao estudo da flora amazônica.
Inglesa, nascida em Buckinghamshire, em 1909, chega ao Brasil em 1952, iniciando suas pesquisa em 1962.
O trabalho de Mee destaca-se não apenas pela evidente contribuição a botânica, registrando espécies raras (algumas inéditas, outras atualmente extintas) na Amazônia, mas também pela descoberta e descrição de algumas espécies, dentre às quais Neoregelia margareteae, batizada em sua homenagem.
Seu desempenho como ilustradora botânica extrapolou o campo científico, já que não se limitou às rígidas exigências científicas, desenhando muitas vezes os exemplares em seu habitat natural. Essa iniciativa, por sinal, vinha ao encontro de suas convicções políticas, preocupada que estava com o crescente desmatamento da floresta tropical – daí querer registrar e ressaltar a importância da preservação ambiental.
Margaret Mee morreu em 1988, pouco tempo antes da inauguração de sua mostra permanente, em Kew, na Inglaterra, não antes de completar sua busca incansável pela flor da lua.




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