
LAUDELINA DE CAMPOS MELO
(1904/1991)
Conhecida como “Dona Nina”, Laudelina de Campos Melo foi uma grande defensora dos direitos das mulheres no Brasil. Nasceu em Poços de Caldas/MG em 12 de outubro de 1904 e morreu aos 86 anos em Campinas/SP, em 12 de maio de 1991.
Aos sete anos começou a trabalhar como empregada doméstica, abandonou a escola para cuidar dos cinco irmãos mais novos, enquanto a mãe trabalhava.
Foi a fundadora do primeiro sindicato de trabalhadoras domésticas do Brasil, em 1988.
Como líder sindical, sua trajetória foi marcada pela luta contra o preconceito racial, a subvalorização das mulheres e a exploração da classe trabalhadora.
Combateu a discriminação da sociedade em relação às empregadas domésticas, exigindo melhor remuneração e igualdade de direitos sociais.
A atuação de Laudelina foi fundamental, na década de 1970, para a categoria conquistar o direito à Carteira de Trabalho e à Previdência Social.
Aos 16 anos deu início à sua atuação em organizações de cunho cultural, sendo eleita presidente do Clube 13 de Maio, agremiação que promovia atividades recreativas e políticas entre os negros de sua cidade.
Aos 18 anos, Laudelina mudou-se para São Paulo, onde se casou, mudando-se para Santos em 1924.
Laudelina mudou-se para Campinas em 1955, entrou para o movimento negro da cidade e participou de atividades culturais e sociais, especialmente com o Teatro Experimental do Negro (TEN).
Sua militância ganhou conteúdo político e reivindicatório com sua filiação ao Partido Comunista Brasileiro, em 1936.
No mesmo ano, fundou a primeira Associação de Trabalhadores Domésticos do país, fechada durante o Estado Novo, e voltando a funcionar em 1946.
Trabalhou para a fundação da Frente Negra Brasileira, militando na maior associação da história do movimento negro, que chegou a ter 30 mil filiados ao longo da década de 1930.
A Associação Profissional Beneficente das Empregadas Domésticas, criada em 1961, esteve em diversas frentes e lutas, em especial contra o preconceito racial.
Em 1962 foi convidada para participar da organização de diversos sindicatos da categoria em outros estados, participando também de movimentos negros e feministas.
Para que a associação não fechasse, devido ao Golpe de Estado de 1964, Laudelina aceitou abrigá-la na União Democrática Nacional (UDN)].
A entidade acabou se dissociando, depois que Laudelina ficou doente em 1968, o que a levou a se desvincular do movimento de empregadas.
Voltou à direção em 1982, por insistência de suas antigas companheiras.
Em 1988, a associação se tornou Sindicato das Empregadas Domésticas, combatendo a discriminação da sociedade em relação às empregadas domésticas, exigindo melhor remuneração e igualdade de direitos sociais.
Em 1989, foi criada a ONG Casa Laudelina de Campos Mello, dedicada a celebrar a atuação e militância de Laudelina.
O documentário Laudelina: Lutas e Conquistas, produzido em 2015 numa parceria entre o Museu da Cidade e o Museu da Imagem e do Som (MIS), ambos de Campinas, celebra a história de vida da líder sindical.
Referências: Wikipédia e A cor da Cultura.
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