
Arte de Nina Millen.
Nunca se assassinou tantas mulheres no Brasil. Em 2017, morreram 4.936.
Mas os homicídios de mulheres negras, segundo a pesquisa, avançaram bem mais.
A alta foi de 60,5% em uma década, frente a uma expansão de 1,7% entre as não negras, grupo que reúne brancas, amarelas e indígenas. Mesmo quando tirado o efeito demográfico — mulheres negras (pretas e pardas) são maioria na população feminina — a diferença é brutal. O documento mostra que, enquanto a taxa de homicídios de mulheres não negras teve crescimento de 4,5% entre 2007 e 2017, a taxa de homicídios de mulheres negras cresceu 30%.
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