Promotor pede que conste em ata que defensor é maconheiro.
Um promotor pediu para que constasse em uma ata de julgamento que o defensor público atuante no caso é "maconheiro". O curioso caso aconteceu durante uma sessão de julgamento de tentativa de homicídio qualificado na 1ª vara do Júri de São Paulo.

No caso, o MP requereu a condenação do acusado no processo pelo crime de tentativa de homicídio qualificado, com o reconhecimento das qualificadores de meio cruel e de feminicídio. Já a defesa pediu a desclassificação do crime para lesão corporal ou a absolvição do acusado por clemência.
Durante a sessão, o promotor de Justiça perguntou a uma das testemunhas – irmão do réu – se ela usava drogas. A resposta foi negativa.
Em virtude da pergunta, o defensor público insinuou que o membro do MP "julgava as pessoas pela aparência", pois perguntou somente a uma das testemunhas se ela usava drogas.
O promotor, por sua vez, negou a alegação, e disse que poderia perguntar para qualquer pessoa sobre o uso de drogas.
A fim de demonstrar que sua pergunta não se tratava de preconceito, o membro do parquet perguntou ao defensor se ele usava drogas.
O defensor respondeu que fumava maconha.
Após a resposta, o promotor solicitou que constasse em ata que o defensor confessou, em público, que é "maconheiro".
Já o defensor solicitou que constasse em ata que a afirmação do promotor se deu em tom irônico.
A discussão foi registrada na ata e, ao fim do julgamento, o réu foi condenado a oito anos e dois meses de reclusão, no regime fechado, por tentativa de homicídio.
Processo: 0000987-47.2018.8.26.0635.
O processo tramita em segredo de Justiça.
Confira o trecho da ata:

Fonte: Migalhas.
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