Professora indígena e policial militar são presos suspeitos de extorquir fazendeiros para cessar conflitos.
Segundo a Polícia Civil, eles exigiram que os produtores pagassem R$ 130 mil para que acabassem os ataques a eles. Caso foi em Dourados, MS.
Uma professora indígena e um policial militar foram presos segunda-feira (21), em Dourados, a 214 quilômetros de Campo Grande, suspeitos de extorquir produtores rurais com a promessa de cessarem ataques a fazendas no local conhecido como perimetral norte.
De acordo com o Serviço de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil, vivem na região da perimetral norte índios que não integram mais a Reserva Indígena de Dourados - onde ficam as aldeias Jaguapiru e Bororó.
O clima estava tenso entre esses indígenas e fazendeiros e então a polícia passou a apurar a situação, sendo verificado que a professora e o policial teriam exigido R$ 150 mil dos produtores para dar fim à situação, sendo o valor fechado em R$ 120 mil dividido em 4 parcelas semanais de R$ 30 mil.
Conforme o SIG, na segunda-feira, a professora teria pressionado os fazendeiros dizendo que se o valor não fosse pago, eles “não iriam mais dormir” e que a “coisa ia ficar feia” na região do conflito.
Diante da situação, foi marcado local para pagamento da primeira parcela.
Os policiais foram para o local e lá flagraram a professora e o militar em uma motocicleta recebendo o dinheiro. Eles foram autuados por extorsão.
A Corregedoria da PM acompanhou a prisão. O policial deve ser encaminhado para o Presídio Militar Estadual, em Campo Grande.
O G1 entrou em contato com a Funai e aguarda retorno.

Nenhum comentário:
Postar um comentário