Para os deputados suecos do novo Parlamento, eleito em setembro passado (2018), a realidade é a austeridade de sempre: gabinetes de sete metros quadrados, apartamentos funcionais pequenos e rígidos limites para o uso do dinheiro dos contribuintes no exercício da atividade parlamentar.
Não são oferecidos a deputados suecos benefícios extras como aqueles concedidos a parlamentares no Brasil, a exemplo de verbas para fretamento de aeronaves;
aluguel e demais despesas de escritório político na base eleitoral;
alimentação do parlamentar;
contratação de secretária e entre 25 e 50 assessores particulares;
ressarcimento de gastos com médicos;
auxílio-creche pago por cada filho até os seis anos de idade; auxílio-mudança para se transferir para a capital;
fundos para contratação de consultorias;
assinatura de publicações e serviços de TV;
além de verba para divulgação de mandato.
E imunidade parlamentar é um conceito que não existe na Suécia.
"Somos cidadãos comuns", diz à BBC News Brasil o deputado Per-Arne Håkansson, do partido Social-Democrata, em seu gabinete no Parlamento sueco.
"Não há sentido em conceder privilégios especiais a parlamentares, uma vez que nossa tarefa é representar os cidadãos e conhecer a realidade em que as pessoas vivem. Também pode-se dizer que é um privilégio em si representar os cidadãos, uma vez que temos a oportunidade de influenciar os rumos do país", acrescenta Håkansson.

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