sábado, 15 de dezembro de 2018

QUE FIM LEVOU AFANASIO, CRIADOR DO DISQUE-DENÚNCIA E INTRODUTOR DO "DEDODURISMO" NO BRASIL?

Afanasio Jazadji é um jornalista, radialista, advogado, publicitário e político brasileiro.
Em janeiro de 2017, Afanasio seguia morando em São Paulo e atuando como jornalista em vários veículos de comunicação. 
O comunicador nasceu no bairro paulistano da Mooca no dia 2 de novembro de 1950.
Aos 14 anos iniciou sua atividade jornalística colaborando com os jornais locais “O Amigo” e “Gazeta da Mooca”, já extintos.
Na grande imprensa, começou a trabalhar para a "Folha da Tarde" em fins de 1967, passando depois a integrar a Agência Folha de Notícias que se implantava no lugar do DICS (Departamento de Informações, Correspondentes e Sucursais) do Grupo Folha. Foi também contratado pela sucursal paulista do “Jornal do Brasil” e TV Paulista (hoje TV Globo).
Afanasio também passou pela Rádio Jovem Pan, Rádio Excelsior (hoje CBN), "Correio da Manhã" (jornal carioca já extinto), Rádio Globo e TV Globo (participou da estreia do programa “TV Mulher”, que marcou época na história da televisão). Ainda apresentou programas nas rádios Capital, Tupi, São Paulo, Rede Líder (FM) e Trianon.
Como repórter policial setorista da Sala de Imprensa na antiga Central de Polícia, no Pátio do Colégio, cunhou em 1970 o vocábulo trombadinha, que entraria para a gíria policial e linguagem cotidiana qualificando todo menor ladrão de pedestre.
(Foto ao lado: de 15 de novembro de 1986, quando foi eleito Deputado Estadual com a maior votação da história, 538.138 votos. Foto: arquivo pessoal de Afanasio Jazadji.)
Em seu programa pela Rádio Globo, em setembro de 1980, Afanasio criou o Disque-Denúncia, para ajudar a polícia na localização de criminosos e no esclarecimento de crimes de autoria desconhecida. À época, grupos de defesa de direitos humanos de bandidos protestaram alardeando que o Afanasio pretendia introduzir o “dedodurismo” no país.
Em 15 de novembro de 1986, ingressou na política, elegendo-se Deputado Estadual com 558.138 votos, e foi reeleito mais quatro vezes consecutivas, deixando a política em 2007.
Em 2015 assumiu uma das cadeiras da Academia Paulista de Jornalismo.
Fonte: Terceiro Tempo.

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