Pai acusado de mandar matar a filha no 'crime do Papai Noel' é preso no interior de SP.
Renato Archilla tinha sido condenado por dez anos por crime ocorrido em 2001.
Por Walace Lara, TV Globo
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Renato Archilla no dia do júri em São Paulo — Foto: Reprodução/TV Globo.
Condenado a 14 anos de prisão, o empresário Renato Grembecky Archilla foi preso nesta quarta-feira (12) em Votorantim, no interior de São Paulo.
Archilla foi condenado por mandar matar a filha, Renata Archilla, em 2001 no caso que ficou conhecido à época como “crime do papai noel”.
O atirador contratado se vestiu de “papai noel” para abordar a vítima. Ela sobreviveu ao atentado.
O mandado de prisão foi decretado nesta terça-feira (11) pela juíza Alessandra Teixeira Miguel, da 1ª Vara do Júri do Foro Central Criminal, depois de terem sido esgotadas as apelações do condenado na Justiça.
A prisão foi feita na madrugada desta quarta-feira (12) em Votorantim pela divisão de vigilância e capturas do Decade (Delegacia de Capturas e Delegacias especiais) da Polícia Civil de São Paulo.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública, Archilla deve ser transferido nesta terça para capital paulista. Ele vai ser levado ao prédio do Decade, no Centro de São Paulo.
O empresário pegou 10 anos, 10 meses e 20 dias de prisão em fevereiro na primeira instância por arquitetar o homicídio.
O avô da vítima, Nicolau Archilla Galan, foi acusado pelo mesmo crime, mas morreu um ano antes do júri.
A defesa do empresário recorreu pedindo a anulação do julgamento, o que foi negado pelos desembargadores da 4ª Câmara do TJ.
Na época do crime, a mulher lutava na Justiça para ser reconhecida como filha do empresário e ter os direitos garantidos.
Segundo a acusação, Renato e o pai dele, Nicolau Archilla Galan, contrataram o policial militar José Benedito da Silva para executá-la.
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Roupa usada por PM no famoso crime do papai noel — Foto: Reprodução/TV Globo.
O policial colocou a roupa de papai noel e abordou Renata em um semáforo de trânsito no Morumbi, na Zona Sul da capital. Ela foi atingida três vezes, mas sobreviveu.
O PM foi reconhecido e, em 2006, condenado a 13 anos e 4 meses de prisão. Além disso, acabou expulso da corporação.
Após o júri do pai, Renata disse que a sentença "tirou um peso" de suas costas.
"O que vai ficar marcado é que o mandante do crime foi condenado”, afirmou.
”É difícil saber que seu pai e sua mãe namoraram dois anos, decidiram ter um filho e com 22 anos meu pai me manda me matar."
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Renata Archilla diz que foi vítima de uma tentativa de execução encomandada pelo pai e pelo avô — Foto: TV Globo/Reprodução.
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