Nobel da Paz 2019 vai para Abiy Ahmed, primeiro-ministro da Etiópia.
O comitê norueguês reconhece o papel do dirigente nas conversas de paz com a vizinha Eritréia.
Abiy Ahmed, primeiro-ministro da Etiópia, anunciado vencedor do Prêmio Nobel da Paz 2019. SIMONA GRANATI (REUTERS)
O comitê norueguês concedeu a Abiy Ahmed, primeiro-ministro da Etiópia, o Prêmio Nobel da Paz 2019, que reconhece todos os anos aqueles que contribuem para a paz mundial.
Abiy Ahmed chegou ao poder em abril de 2018 e, desde o início, impulsionou as negociações entre os dois países em um conflito que causou dezenas de milhares de refugiados e pedidos de asilo.
O comitê norueguês destacou o trabalho de "reconciliação, solidariedade e justiça social empreendida" pelo primeiro-ministro, que contribuiu para a paz na África Oriental.
Em uma declaração, o gabinete do primeiro-ministro expressou "orgulho" pela entrega do prêmio, "um testemunho eterno" dos "ideais de unidade, cooperação e convivência mútua" defendidos por Ahmed.
"Essa vitória e reconhecimento são uma conquista coletiva dos etíopes e um chamado para fortalecer nossa resolução de tornar a Etiópia um país próspero para todos", enfatizou.
Com o prêmio concedido ao líder etíope, nascido em 1976 em Beshasha, queremos "reconhecer todos os atores que trabalham pela paz e reconciliação na Etiópia e nas regiões leste e nordeste da África", observa o comitê norueguês.
Neste ano, o prêmio recebeu como candidatos 223 pessoas e 73 organizações, dentre eles, o cacique caiapó Raoni Metuktire e a ativista sueca Greta Thunberg.
Em 2018, o Prêmio Nobel da Paz reconheceu a luta contra a violência sexual ao homenagear o ginecologista Denis Mukwege, que cura mulheres estupradas na República Democrática do Congo, e a ativista iraquiana Yazidi, Nadia Murad, ex-escrava do Estado Islâmico.
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