É gente cansada,
é gente com fome,
é gente velha,
criança chorando,
mocinhos também...
Passam pela praça, todos como que
irmanados pela graça do anjo,
e cruzam-se,
e descruzam-se,
e dão-se as mãos,
e acenam num adeus,
que o dia vai acabando,
a tarde vem chegando,
e o tempo da noite desenhando no céu
um rastro de adeus,
um silêncio de até breve
porque logo mais,
amanhã, quem sabe,
tudo volta a ser
como hoje nesta praça e neste chão.
LV

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