Não há como esquecer de certas coisas que dizia o saudoso Gijo Válio, quando por exemplo ele comparava São Miguel Arcanjo com outros municípios da região.
Dizia ele que, se fizermos um balanço, chegaremos à conclusão de que estamos marcando passo ante a evolução que nos obriga a proceder viagem conjunta através do tempo de modernização à civilização.
A sua lembrança mora nas lutas que encetava, às vezes sozinho. Como dizia ele, sempre pensando nestes jovens que estão crescendo e que tem o direito de ver crescer como eles esta terra.
É preciso que um dia a luta encetada em prol do município saia vitoriosa para evitar uma decepção nessas novas mentes.
E mais ele afirmava e assinava abaixo, que não devemos ligar o fracasso de nosso progresso a mais nada senão à arrogância de uma política que até agora tem se estribado às costas do povo, como se ele fora pau de amarrar égua.
Leis aqui eram e ainda são feitas e executadas com a finalidade única de calcar no povo os mais altos índices tributários de que se tem notícia nesta zona.
O maior mal é que a coletividade eleitoral continua sendo a mesma.
Com habilidade própria das maquinações políticas, tem conseguido sobressair-se eleitoralmente, pois para isso conta com a ingenuidade da zona rural, por vias das circunstâncias, mantida à distância da realidade, e cujos eleitores são galardoados às vésperas de um pleito, principalmente o municipal, com um terreiro para malhar feijão ou um ramal de estrada por eles desejado em épocas atrás ou ainda um emprego na Prefeitura.
Vem aí outra eleição municipal.
Diria Gijo Válio que a
dama vai dançar as mesmas requebras, as mesmas cambalhotas e talvez com o mesmo cavalheiro.
Diria mais: que precisamos sempre
biotonificar a oposição, tomando, desde já, as primeiras colheradas, comprando ingressos à arena para assistir ao espetáculo e mandar brasas a fim de jogar aqueles que estão atrelados há muito no poder, em detrimento da democracia.
Chega de ser pau de amarrar égua!
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