quarta-feira, 15 de agosto de 2012

TURVO DOS HILÁRIOS NAS PÁGINAS DO "DIÁRIO DE SOROCABA".

Na edição do dia 29 de setembro de 1.978, os moradores do Turvo dos Hilários, bairro localizado em São Miguel Arcanjo, foram homenageados pelo jornal "Diário de Sorocaba".
Entre outras coisas, dizia a reportagem que "o Bairro do Turvo dos Hilários permanece durante a semana em silêncio, como se dormisse à margem do Rio Turvo, um dois principais rios divisórios de São Miguel Arcanjo. No entanto, quando o domingo chega, seus moradores em massa vem cumprir as obrigações religiosas, ou se não acompanham o terço na capela, quando o diácono Francisco Brisola de Queiroz não está no seu bairro".

Na sua grande maioria, pelo menos nessa época, os moradores eram devotos do Sagrado Coração de Jesus.
Os mais antigos ainda se lembram das visitas que o saudoso missionário jesuíta, santo padre Arlindo Vieira, fazia no bairro, e oram muito por ele.
A capela do bairro era bastante modesta, porém, a participação dos moradores nos eventos religiosos era das mais ativas dentro do município e começou a elevar-se ainda mais no ano de 1.973.
Aproveitando a visita que a imagem de Nossa Senhora Aparecida fazia à localidade, um grupo de pessoas resolveu organizar um coral para execução dos hinos sacros.
Foi o maior sucesso.
Depois desse projeto, um outro mais ousado nasceu na cabeça dos jovens: começaram a enveredar pelo caminho da arte cênica, dispondo-se a tornar possível a encenação do Caminho do Calvário, por ocasião da Semana Santa, nas ruas de São Miguel Arcanjo.
Essa equipe era formada por Jaime Miguel de Queiroz, que fazia o papel de Jesus e coordenava o grupo; Elisabete de Queiroz, no papel de Madalena; Jamil de Queiroz, como Anás; Jeremias de Queiroz, no papel de Caifás; Mauro José Maziero, travestido de Centurião; José Luiz de Medeiros, o Cirineu; Leonice das Neves Ferreira, a Maria de Cleofas; Maria Inês Maziero, como a mulher de Pilatos e Rosa Maria Maziero, vestida de mulher do povo.
A equipe contava também com Terezinha Maria dos Passos e Geraldo do Espírito Santo e tinha o apoio de Benedito Domingues, além de outras pessoas.
Tão envolvente o movimento, que o grupo conseguiu de Pedro Estevão de Queiroz e de Luiz Maziero, líderes do Bairro, todo apoio e ainda condução para transporte até à cidade, cada vez que precisavam locomover-se.
Como bem disse à reportagem o próprio Jaime Miguel de Queiroz, foi uma das experiências mais gratificantes que ele teve durante a sua juventude.
Pela reportagem desse periódico, tomamos conhecimento de que as meninas Maria Inês Maziero, conforme foto do aludido jornal, e Leonice das Neves Ferreira chegaram a ganhar até concursos de beleza em São Miguel Arcanjo. 
Maria Inês chegou inclusive a fazer fotos para publicidade, mas não deu muita importância ao fato.

Parabéns àqueles moços (hoje bem mais velhos!) do Bairro Turvo dos Hilários!
Com certeza, a vida sempre vale a pena!

Um comentário:

Nazaré Domingues disse...

A vida sempre vale a pena,mas tempo é implacável,não é verdade?