sábado, 6 de abril de 2013

QUASE TIRARAM A VIDA DA "TIA ANA"

Foi ontem, à noitinha, que o caso aconteceu numa residência próxima da Praça dos Caminhoneiros, em São Miguel Arcanjo.
Conhecida e querida por todos ali, a senhora Ana Nogueira, a "tia Ana" da nossa amiga professora Maria Perpétua, 90 anos de idade, foi encontrada sobre uma poça de sangue, quase morta por estrangulamento.
"Tia Ana" é solteira e aposentada.
Mora sozinha, porque sempre gostou disso e porque não quer dar trabalho a ninguém.
Mas não dorme só; tem uma pessoa que lhe faz companhia.
Possui um temperamento forte e tem boa disposição física, como toda a cepa dos seus ancestrais, os Nogueira.
E bom coração também.
Durante o dia, muita gente a visita, entre parentes e amigos.
Os sobrinhos sempre estão a sua volta; a sobrinha Maria Perpétua é quem cuida dos remédios que ela toma diariamente.
Ainda no dia anterior, ela andou ajudando a fazer pamonhas em casa, que depois distribuiu aos vizinhos. 
Ora em observação junto a hospital em Itapetininga, por enquanto, o fato só foi revelado por ela, como relembra antes do desmaio que sofreu.
Lembra que devia ser lá pelas seis horas, quando dois ou três elementos adentraram em sua casa; pela cara deles, até achou que eram gente boa, pensou que eles queriam perguntar alguma coisa a ela.
Um deles era bem alto, este ela reconheceu que de manhã, lá pelas 9 horas, havia estado ali no corredor da casa, que tem muro bem baixinho. Entrou e saiu quando viu que havia gente com ela.
Os elementos chegaram dizendo que "iam dar um trato nela".
Espancaram a senhorinha, bateram com pedaços de pau ou de tábua; depois pegaram um travesseiro para, enfim, afogá-la.
Segundo ela se lembra, durante o espancamento, gritou muito, até que, num ato de última inteligência, resolveu fingir-se de morta sob o travesseiro.
Os bandidos caíram na armadilha e a abandonaram. Ato contínuo, ela desmaiou, caindo ao chão.
Nenhum vizinho ouviu barulho nenhum, nem viu nada.
Pode ser que os meliantes estivessem atrás do seu dinheiro; os parentes dizem que ela guardava dinheiro em pelo menos três lugares na casa, pois sempre estava socorrendo um ou outro necessitado e entrar em uma agência bancária nunca foi de seu agrado.
A residência permanece fechada e os parentes aguardam pela alta médica para depois vasculharem o local procurando por vestígios sobre o ocorrido e por alguma pista dos autores de tamanha covardia.
Que Jesus esteja do lado de "Tia Ana" neste momento para cuidar da sua saúde.

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