Suiça. Julho de 2013. Nenhum sinal de manifestações contra o transporte público nem contra as tarifas dos ônibus.
Todo mundo os frequenta, brazonados ou não, com griffes famosas ou bermudas, todos andam de ônibus.
São confortáveis, baratos e obcecados pela pontualidade.
Se no ponto diz que o ônibus vai passar as 14:30 hs, pode acertar o relógio quando ele passar.
Qual o segredo?
É um serviço público subsidiado pelo governo local e fiscalizado pelo contribuinte.
Aliás, não existe, no mundo, nenhum serviço de transporte público não subsidiado pelo governo.
Em São Paulo, todos os governos abriram as pernas, à exceção da Marta, para os donos de frotas.
E, assim mesmo, os serviços estão cada dia piores e mais caros, e mais lentos.
Melhor tornar público, o que é público, e para o público que paga a conta.
Ninguém duvida, mesmo os mais liberais, que metrô, ônibus, bonde, trem, monotrilho, constituem serviços públicos prioritários.
Não se pode chegar na escola, no hospital, no trabalhe e no cinema sem transporte publico adequado.
Assim, transporte é condição de educação, saúde, lazer e emprego.
Os meninos do Passe Livre não são bobos.
Acenderam o santo rastilho de uma pólvora pacífica.
Na hora certa.
Do Blog do Jorge da Cunha Lima.
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