terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

E O MALUF, COMO VAI?


O deputado do PP se entregou à Polícia Federal em dezembro. Hoje está na Papuda, em Brasília (Foto: Givaldo Barbosa/Agência O Globo )
Paulo Maluf tem câncer de próst
ata. Está cego do olho direito. Tem hérnia de disco. Sua cela foi adaptada a suas condições. O banheiro teve barras de proteção instaladas, para que o deputado possa se apoiar nelas, e a entrada foi alargada e teve um degrau suprimido, para evitar quedas. 
O parlamentar ocupa a primeira cama de um treliche – a escada serve para impedir que ele role e caia durante o sono. O detento Maluf é um dos poucos que, em vez de calçar sandálias, usa tênis antiderrapante.
Toda semana Maluf recebe atendimento médico e injeções de analgésico na região dos quadris para atenuar as dores. 
Usa fraldas geriátricas e às vezes solicita uma cadeira de rodas. 
O deputado é auxiliado pelos companheiros de cárcere o tempo todo. Um detento médico foi escalado para lhe servir de cuidador. Outros se revezam para lavar suas roupas, atividade que ele não consegue executar por conta das dores nas costas. 
Doutor Paulo retribui com uma caixinha aos colegas e, quando o dinheiro acaba, pede um trocado emprestado a Luiz Estevão para comprar um lanche na cantina do bloco 5 – geralmente uma pizza brotinho, consumida pelos detentos mais abastados.
O deputado é visitado apenas por um assessor, o historicamente fiel Jesse Ribeiro, pois não permitiu que a família fosse até o presídio vê-lo. 
Maluf não quer que sua mulher, dona Sylvia, de 81 anos, seja submetida à revista íntima, que consiste em tirar a roupa e ser examinada por uma agente penitenciária. 
Ainda que o agente não toque na visitante, o procedimento é considerado humilhante por Maluf.

ÉPOCA

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